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Oferta de trabalho X (m/f)

por Maki, em 16.06.18

Andei a fazer alguma pesquisa para ter uma noção de como estão as ofertas de trabalho na minha área em Portugal, e se há coisa que me faz comichão é o (M/F) depois de alguns títulos, porque cria um vazio legal em relação ofertas que não tem esse indicador: Querem só homens, ou só mulheres? Não sei... Não está explicito. Estamos no século XXI, eu preciso saber se uma empresa procura engenheiros, engenheiras ou ambos, não faz sentido que me deixem na duvida. Se enviar o currículo para alguma dessas empresas ambíguas corro o risco de receber um "Oh menina... Não viu que não tínhamos o (M/F) no titulo? Nós só queremos homens!" ou um "Ai finalmente uma fêmea, nem imagina a quantidade de currículos masculinos que temos recebidos...". Porque realmente os seres humanos são binários e há uma grande diferença entre os engenheiros machos e os engenheiros fêmea visto que temos aulas diferentes em salas diferentes, com abordagens diferentes.

Isto é o meu lado inovador a falar, mas já alguém pensou em expor logo no titulo se procuram trabalhadores de alguma minoria para preencherem alguma quota?

Exemplo: "Trabalho X (M/F)(Adestrador de Periquito)"

Ser a empresa tecnológica com maior percentagem de adestradores de periquitos do mundo punha-vos logo em voga e toda a gente iria querer trabalhar lá.

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publicado às 23:08

Nunca me senti tão ofendida como no dia em que a minha mãe ficou em choque quando eu lhe disse que podia fazer o encosto desde que arranjasse os fios e outro carro. 

"Eu não tenho os fios" disse ela, "as mulheres nunca andam com fios" insistiu ela. "Nem penses em ir perguntar se alguém no café tem fios"  disse ela, "as mulheres não sabem fazer encosto" repetiu ela. 

A sério? Eu já trabalhei com coisas bem mais sensíveis. O paralelo de dois componentes é das coisas mais simples que me podem pedir para fazer... 

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publicado às 17:00

Estava a falar com uma pessoa enquanto a terra tremia "o chão está a tremer ou estou só tonta", enquanto me preparava para dizer "estás é doida", finalmente senti o tremor... Olhei para o estendal e realmente a roupa estava a baloiçar. Fiquei na dúvida se ela tem uma capacidade óptima para sentir o chão a tremer ou se sou eu que tenho os alicerces de tal forma bons que não abano com facilidade.

Podia era ter sido durante o meu exame, talvez assim tivesse acordado mais cedo para a vida...

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publicado às 12:22

E se não estiver preparada?

por Maki, em 11.01.18

O semestre passou a correr, se tudo correr bem para o ano nesta altura vou estar prestes a começar a tese e a  escapar daquele poço sugador de sonhos e alegrias a que chamam faculdade, mas não me sinto preparada... O meu trabalho de sonho é demasiado bom para mim, as minhas notas são medias, não tenho traços de liderança, o meu currículo só seria útil se eu estivesse ligada às ciências humanas, ainda por cima sou rapariga... Quando for contratada pode ser apenas para preencher as cotas exigidas pelo bom senso e aumentar o rácio mulheres/homens... Ou pelo menos foi isso que grande parte das pessoas pensou ao ver que de 5 com a mesma media só eu é que entrei no curso, eu defendo que foi a minha média nos exames (2 valores superior ao candidato abaixo de mim) que teve mais peso visto que foi o único momento de avaliação em que todos tivemos sujeitos ao mesmo grau de dificuldade... Mas para muitos irá ser sempre por eu ter vagina.

O tempo foge e eu não consigo acompanha-lo. Desde Setembro que tive a ideia para um projecto relacionado com a área em que quero trabalhar, mas só encomendei as coisas para começar a trabalhar nele em Dezembro, e agora que estão prestes a chegar tenho medo. Tenho medo que a teoria base de todo o projecto não se comprove, tenho medo que isso me desanime e me faça questionar se vale mesmo a pena tentar seguir o que quero. Até porque aquilo é demasiado óbvio... Se realmente funcionasse alguém já tinha pegado nisso... Mas pronto, investi 15 euros e vou tentar tirar o maior partido deles.

Nada como ter uma crise de 1/4 de idade em plena época de exames!

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publicado às 05:21

Ah o autocarro

por Maki, em 10.01.18

À coisa de 5 anos que uso frequentemente o autocarro para ir a Lisboa, inicialmente para tratar do aparelho depois para a faculdade. Nesses 5 anos conheci 4 pessoas, duas delas da minha idade e com quem falei bastante durante a viagem, também conheci uma senhora mais madura que me ia explicando algumas curiosidades dos sítios por onde íamos passando e como esses sítios a mudaram e um jovem que começou a conversa com "oh! Are you a engineer? You look like one". Em nenhum caso houve troca de contacto, apenas uma viagem bem passada. Sempre que faço uma viagem tenho esperança que volte a acontecer, este é o tipo de interacção que mais me agrada, ao sabermos que não vamos voltar a ver as pessoas acabamos por falar mais e de forma mais aberta. Mas não voltou a acontecer. A minha única companhia tem sido o spotify e caso sinta que o meu estômago aguenta algum episódio, e diga-se de passagem que 4h só com spotify e o meu cérebro em modo depressivo não é algo propriamente agradável.

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publicado às 14:29

Passou demasiado depressa

por Maki, em 07.01.18

Parece que ainda ontem era Setembro e para a semana já tenho exames. Demasiados exames. E o meu cérebro está aqui, em negação a achar que ainda tem tempo, super relaxado da vida, descontraído... Não devia! Eu devia estar em pânico! Estou tramada, ainda só consegui estudar decentemente para uma cadeira mas aqui estou eu... Relaxada da vida... Só posso chumbar a mais uma cadeira para continuar a conseguir fazer o curso em 5 anos, mas o meu cérebro continua na boa... Tenho exame com o professor que quero que seja meu orientador na tese, mas ainda não peguei em nada da cadeira dele, o que é chato especialmente tendo em conta que ele me acha super inteligente... Mas o meu cerebro está super chill... Estou a fazer uma lista de coisas pelas quais devia entrar em pânico mas o meu cérebro feliz da vida... Aliás isto até me está dar algum sono... 

Acho que posso oficialmente dizer que o técnico deu cabo do meu instinto de auto-preservação... Se isto continuar assim qualquer dia dou comigo em pleno debate com uma testemunha de Jeová...

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publicado às 03:02

"Shhhhhhiiu"

por Maki, em 23.11.17

Ultimamente tenho estudado em bibliotecas porque o ambiente de ajuda a focar. O problema é que as bibliotecas nem sempre parecem bibliotecas porque há pessoas que não entendem a diferença entre uma biblioteca e uma sala de estudo. 

Tanto ontem como hoje tive a sorte de ficar ao pé de grupos de pessoas que acham que sussurrar não faz barulho, que rir é algo super silencioso, e que falar com o amiguinho que está na mesa de trás não incomoda as restantes 6 pessoas que se encontram a uma distancia igual ou inferior à que os separa. Honestamente o meu problema não é bem o barulho, porque me desenrasco bastante bem quando estudo em cafés e assim, o que me irrita é as pessoas não respeitarem o sitio... Ir para uma biblioteca fazer barulho é o equivalente a berrar "Lucifer é o maior" numa igreja católica ou não tirar os sapatos ao entrar numa mesquita. É uma falta de respeito para a comunidade que lá se encontra.

Eu sinto-me mal ao ir para a biblioteca quando estou doente, tomo imensas pastilhas para evitar tossir e quando tenho que tirar a ranhoca com força vou à casa de banho, e mesmo com estas contingências pondero ir para casa mais cedo para não chatear as pessoas, por isso chateia-me estar numa ponta da sala a ouvir pessoas a "sussurrar" na outra. "Ah mas podes pedir para se calarem ou lançar um "shhhhhh!" para o ar". Podia, mas isso também faz barulho... Por isso o que faço geralmente assim que vejo um grupinho de 3-4 pessoas a chegar a alguma sala da biblioteca ponho o estudo em stand-by e tento perceber se vão fazer barulho ou não... Geralmente vai, e quando isso acontece procuro lugar noutra sala, o que é chato porque sou bastante desorganizada e tenho sempre pelo menos 3 pilhas de folhas + computador + água e se tiver doente +lenços + pastilhas + casaco. Por isso, por favor, não vão para bibliotecas com o mesmo espírito com que vão para uma sala de estudo. Até porque existem bastantes sitios bonitos e onde podem fazer barulho sem serem julgados... Não vão para a biblioteca, até porque há poucas e geralmente são pequeninas. 

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publicado às 13:48

Planos de vida

por Maki, em 12.11.17

Não sei o que se passou, mas a maioria das pessoas que conheço derepente delineou os seu plano de vida. Até a criatura mais irresponsavel e espontanea que conheço já tem metas e um plano delineado para o cumprir... Isso assustou-me, e ainda me assusta porque eu até à uma semana atrás nem sabia como é que poderia subir a possibilidade de arranjar emprego na area que me fascina de 0 para 1%... Por isso ontem estive a pensar sobre o futuro... Como sou muito má a ver as coisas a longo prazo decidi imaginar apenas os proximos 2 anos.

Quero acabar o curso em 5 anos, apesar de todas as piadas que faço sobre o acabar em 10, ficar mais 1 ano ou semestre no tecnico ia-me matar por dentro. Até agora é possivel acabar o curso em 5 anos e é nisso que me vou focar, até já decidi que cadeira vou fazer ao mesmo tempo que a tese. 

Vou continuar a fazer voluntariado de proximidade e vou tentar começar a fazer visitas hospitalares para o ano.

Definitivamente vou aproveitar os meus ultimos anos de estudante para não pagar entrada em eventos e conhecer pessoal bacano fazendo voluntariado nos mesmos (a games week está mesmo à porta). 

Vou-me fechar a nivel romantico. Quando acabar o curso vou ter que me ir embora, não há a minima hipose de eu ficar por cá a trabalhar no que gosto, por isso não faz sentido fazer com que a partida custe mais nem causar sofrimento numa pessoa sem necessidade.

Tenho que começar a pensar além da faculdade. Ela só me vai começar a dar ferramentas para o que quero no proximo semestre. Até lá tenho que começar a desvendar as coisas por mim e fazer um investimento que não é tão pequeno como eu gostaria, mas que acho que vai acabar por valer a pena.

 

Porra, estou a ficar velha. 

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publicado às 14:47

Este ano promete...

por Maki, em 17.09.17

Estou no novo quarto há menos de uma hora e tenho a certeza que o "viver em comunidade" está de volta, este ano com um bónus.

Preparem-se para:

"viver em comunidade" + "viver com os senhorios"

Só para aguçar a curiosidade fiquem a saber que só posso tomar banho até às 21h30 e não posso fazer barulho após as 22h porque "como a menina sabe é ilegal". 

E mais não digo porque tenho medo que o som das teclas desperte alguém e me mandem prender. 

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publicado às 23:43

O dia da entrega

por Maki, em 03.04.17

13h01 - O meu querido e bastante responsável colega de grupo informa-me que não conseguiu fazer a parte dele do trabalho no tempo previsto.

13h02 - Pergunto o que ficou feito.

13h11 - Recebo a indicação de que não fez nada.

14h00 - Estou atrasada para a aula devido a um pequeno imprevisto que pode ou não ter envolvido um grande desabafo com uma das minhas colegas de casa.

15h20 - Faltam 10 minutos para uma aula que abordava o dito trabalho, cujo prazo de entrega é esta meia noite, quando pergunto ao meu  colega onde raio é que ele está. 

15h30 - A aula acaba, alguns dos meus colegas de curso desejam-me sorte e seguem com os respectivos parceiros para salas de estudo. 

15h38 - Sou informada que o menino está a lanchar. Pergunto onde decido abandonar a faculdade.

15h41 - Descubro que o idiota está numa padaria a mais de 15 minutos da faculdade, alegro-me da minha intuição estar correcta e de já estar caminho de casa, peço-lhe para tentar avançar com aquilo que não fez e para comunicar-mos por skype que assim é mais produtivo.

16h00 - Vou ao supermercado e compro demasiados doces para tentar ficar feliz. 

16h36 - Chego ao quarto e começo a trabalhar.

17h08 - O bastardo informa-me que chegou a casa. Alegro-me de não ter ficado à espera dele na faculdade.

18h12 - Pergunta-me se tinha inquirido o professor sobre um PORMENOR. Interiormente mando-o para muitos sítios e peço-lhe para se focar no que está a fazer e cagar naquilo.

19h00 - Acabo de fazer uma parte do trabalho que ele deveria ter feito.

20h01 - Pergunta-me novamente pelo pormenor...

21h10 - Envia-me o que fez. Refere que adorava ter feito uma das partes do trabalho que eu fiz e que curiosamente ele devia ter feito.

21h23 - Após respirar profundamente várias vezes e desabafar na cozinha que ele é um idiota digo-lhe que o podia ter feito, mas que como não temos tempo avancei com ele.

21h30 - Critica uma das escolhas que fiz. Faltam 2h30 para a entrega, faltam imensas coisas mas ele queixa-se do que fiz, respiro fundo e explico.

22h51 - Queixa-se que a parte dele levou muito tempo a fazer, que teve que ver tudo a pente fino. Riu-me e alegro-me de não estar ao pé dele, não sei se ao ouvir algo assim pessoalmente após fazer o triplo do trabalho do menino era capaz de não o mandar para um sitio menos agradável.

23h05 - Implica novamente com um detalhe insignificante.

23h14 - Continua a carregar na mesma tecla. 

23h33 - Questiona-me se pode enviar o trabalho desta vez porque da ultima não foi ele. Digo que sim, é da forma que faz algo útil e possivelmente se esquece do detalhe.

23h37 - Sinto uma pontada na barriga e vou para a casa-de-banho, não devia ter comido tantos chocolates.

23h41 - Tomo um ultra levur e pergunto-lhe se já enviou o trabalho.

23h45 - Dou por mim a comer mais chocolate. 

23h52 - O trabalho é enviado.

23h55 - O jovem sugere que prestemos mais atenção nas aulas, lembro-me que hoje era a única do grupo presente na aula e concordo.

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publicado às 00:00


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