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Sempre tive jeito para falar com as pessoas como se não tivessem passado meses/anos desde a última vez que nos tivéssemos visto, mas não fazia ideia que a dominava... Mas domino, domino de tal forma que hoje encontrei uma rapariga com quem não falava desde o pré primário no autocarro e tivemos uma conversa relativamente longa como se nos déssemos no dia a dia. Estou super orgulhosa de mim mesma. 

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publicado às 18:28

Nunca me senti tão ofendida como no dia em que a minha mãe ficou em choque quando eu lhe disse que podia fazer o encosto desde que arranjasse os fios e outro carro. 

"Eu não tenho os fios" disse ela, "as mulheres nunca andam com fios" insistiu ela. "Nem penses em ir perguntar se alguém no café tem fios"  disse ela, "as mulheres não sabem fazer encosto" repetiu ela. 

A sério? Eu já trabalhei com coisas bem mais sensíveis. O paralelo de dois componentes é das coisas mais simples que me podem pedir para fazer... 

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publicado às 17:00

Atacada pela nostalgia

por Maki, em 13.01.18

Hoje ao vasculhar na minha conta do youtube encontrei um tesouro em bruto, uma banda que não ouvia desde que entrei na faculdade mas que me acompanhou desde o 8º/9º até ao 12º e que definitivamente é das bandas de que mais gosto. 

A primeira musica com que chorei e que ainda hoje não consigo ouvir é deles - Dark Congregation, e nessa altura só tinha medo que tal estivesse prestes a acontecer... Hoje possivelmente ia dar cabo de mim... Ironicamente ouvi durante cerca de 2 anos a musica na boa até que me caiu a ficha (Back in the day my english was terrible).

Tem uma musica que descrevia (e ainda hoje descreve) bastante bem a minha visão do mundo romântico: City Traffic Puzzle.

Também foi uma musica deles que deu origem a um episódio caricato numa aula de psicologia em que o professor decidiu que todos tínhamos que escolher uma musica que descrevesse o que para nós devia ser o amor e obrigou-nos a partilhar com a turma e ficar de pé no quadro enquanto as pessoas a ouviam, quando chegou a minha vez, meti o You're the Moon, o professor ficou ficou fã e quando me fui sentar a gaja que estava atrás de mim disse-me "Estás deprimida? Aquilo é muito negativo." A musica que ela escolheu foi o fucking Creep dos Radiohead... Como é que uma gaja que escolhe o Creep para descrever o que deve ser o amor se atreve a dizer que a minha musiquinha sobre como amar é ver o melhor das pessoas e tentar que elas se apercebam do quão brutais são tem a lata de me chamar deprimida?! Fiquei ofendida. Muito ofendida. Na altura tinha depresão? Não, mas já tinha andado lá perto o que me faz não gostar desse tipo de piadas. Não me lembro do que lhe respondi, mas lembro-me que depois da aula me disseram que tinha sido uma resposta óptima... Ainda hoje não vou com a cara daquela gaja.

A banda já se separou à uns bons anos, os dois vocalistas acabaram por entrar em bandas diferentes, o que de certa forma até foi bom porque deram origem a 2 discos bacanos. A Greta foi para os Gold Motel e o Bob entrou nos Stamps the band, sendo que tenho um carinho especial pelos últimos (apenas enquanto o moço esteve lá), porque no lançamento do álbum (Stamps Ventures of a Lifetime) eles deixaram o pessoal dar o dinheiro que podia pela versão digital do disco ou comprar a versão premium, na altura o meu dinheiro do paypal consistia apenas no que ganhava a clicar em anúncios (geralmente 0.00125$ por anuncio, em casos excepcionais 0.05$) e apesar de me sentir mal por só conseguir dar 2.45$ pelo disco fiz a compra. No dia seguinte recebi o link para fazer o download, fui de férias e quando voltei tinha um envelope proveniente dos USA com o álbum autografado. Nunca tive um momento de fangirling como aquele... O Bob continua a ser o meu maior "celebrity" crush, não por ser todo bom, mas porque tenho a impressão que ele é bastante imprevisível e brutal... O gajo escreveu uma musica com base na viagem que o cão dele ia fazer, ganhou dinheiro com ela e fez com que maior parte das pessoas achasse que se referia a uma gaja, isso é genial e super random, preciso de mais pessoas assim na minha vidinha.

Escusado será dizer que passei o dia a saltitar entre estas 3 bandas, a nostalgia até me levou ao tumblr, mas em relação a isso só vou dizer que o meu sentido de humor não mudou minimamente em 5 anos e que o raio do blog continua a reflectir demasiado bem as coisas de que gosto... 

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publicado às 19:22

Ah o autocarro

por Maki, em 10.01.18

À coisa de 5 anos que uso frequentemente o autocarro para ir a Lisboa, inicialmente para tratar do aparelho depois para a faculdade. Nesses 5 anos conheci 4 pessoas, duas delas da minha idade e com quem falei bastante durante a viagem, também conheci uma senhora mais madura que me ia explicando algumas curiosidades dos sítios por onde íamos passando e como esses sítios a mudaram e um jovem que começou a conversa com "oh! Are you a engineer? You look like one". Em nenhum caso houve troca de contacto, apenas uma viagem bem passada. Sempre que faço uma viagem tenho esperança que volte a acontecer, este é o tipo de interacção que mais me agrada, ao sabermos que não vamos voltar a ver as pessoas acabamos por falar mais e de forma mais aberta. Mas não voltou a acontecer. A minha única companhia tem sido o spotify e caso sinta que o meu estômago aguenta algum episódio, e diga-se de passagem que 4h só com spotify e o meu cérebro em modo depressivo não é algo propriamente agradável.

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publicado às 14:29

A desilusão

por Maki, em 04.12.17

Eu estava feliz, radiante até porque achava que ia passar a passagem de ano a ouvir Os Azeitonas e Blind Zero que são duas bandas óptimas. Ontem fiquei triste. Muito triste, porque eles foram no ano passado... Afinal vou ouvir Aurea e Amor Electro, que também são bons, maaaaaaas não são Os Azeitonas nem Blind Zero... Já não posso berrar o Cinegirasol, o Ray-dee-oh ou o às orelhas delas... Terei que me ficar pelo Scratch my Back e ser inundada pela nostalgia de já não ser muito próxima da gaja que perdeu 3 dias à 7 anos atrás a decorar todas as musicas da Aurea antes de um concerto no qual ficámos sentadas no chão à frente da primeira fila de cadeiras porque ela se recusava a ficar de pé atrás de 10 filas de cadeiras. Nunca vi ninguém a curtir um concerto tão intensamente sentada como naquele dia e fomos fortemente julgadas... Mas hey... Acabámos por dar um oizinho à moça e ela ficou super feliz com o entusiasmo que demonstrámos ao longo do concerto.

No dia seguinte a minha mãe sugeriu que eu devia arranjar amigos normais.

Damn... Este concerto vai ser tão chato comparado com o outro...

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publicado às 19:54

Os velórios

por Maki, em 31.08.17

Em toda a minha vida fui a dois velórios, o da minha avó e o da avó de uma amiga. O da minha avó custou-me horrores, porque pronto... Era o da minha avó, mas nem quero pensar no quão lixado deve estar a ser para ela estar lá.

Quando fui ao da minha avó eu chorei, chorei imenso, hiperventilei foi uma alegria para os "papa funerais", mas também me ri, ri-me bastante, contei piadas e relembrei os meus avós, a minha família juntou se a contar histórias sobre eles. Agora que olho para trás vejo que foi saudável. Fez-me bem tanto chorar como rir.

No velório da avó da minha amiga não se ouvia uma palavra, todos estão a sofrer em silêncio e de forma equilibrada. Há momentos em que não temos que ser equilibrados. Há momentos em que temos o direito de chorar baba e ranho! E este é um deles... Tive pena de não poder estar lá muito tempo... De não me ter apercebido que ela não queria rir e ter mandado uma piada sobre os "papa funerais". Eu tenho que aprender a estar calada mas ela tem que aprender a explodir.

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publicado às 00:27

Problemas de ser toda boa

por Maki, em 16.08.17

Hoje fui dar uma volta com uma amiga, como somos de uma terrinha ir a um café implica desfilar pela esplanada do mesmo e ser o tema de conversa de quem lá está até que apareçam novos clientes, ora, como nós estávamos extremamente sensualonas decidimos que era melhor ir a uma maquina buscar as gomas para evitar que nos invejassem. 

Ao virarmos a esquina que antecede a bendita maquina vimos que havia uma fila para chegar à mesma constituída por pitas.  Não sei se foi a minha blusa russa, o fato-de-treino da minha amiga, o facto das minhas calças não serem justas ao ponto de me impedirem dar passos longos, o meu bigodinho, estarmos a histórias estúpidas ou possuirmos a barriguinha tapada, mas a verdade é que elas estavam hipnotizadas com a nossa presença... Nunca me senti tão observada na vida. Elas estavam a falar umas com as outras para decidir o que comprar mas estavam a olhar para nós. Elas estavam a apanhar o produto da maquina mas olhavam para nós. Elas estavam a abalar, mas continuavam a olhar para nós. Fiquei desiludida por nenhuma ter virado a cabeça 180º...

Acho que é seguro dizer que somos as novas role models das moças.

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publicado às 23:59

A única rapariga que me conseguiu aturar 9 anos sem interrupções, afastamentos ou "pausas" surpreendeu-me no sábado, ao longo de todos este anos tentou lançar-me a bestas desconhecidas, em festas, em bares, por vezes até na rua, enquanto sorria e alegava que tenho que estar aberta para "amor" (obviamente o meu homem ideal é do tipo aventureiro que agarra bundas sem ver a cara). No entanto este fim-de-semana um colega dela decidiu pregar-lhe uma partida com a minha ajuda, o plano dele era fingir que estava a tentar engatar-me e avisa-la que andava apalpando terreno enquanto eu a ia bombardear com mensagens a questiona-la porque raio é que o rapaz se tinha lembrado de falar comigo de forma estranha e desabafar com ela que era uma merda ele estar com essas porcarias porque como a tínhamos como amiga em comum não o podia mandar passear para não criar mau ambiente. Honestamente fiquei surpreendida por ele ter percebido tão bem o tipo de reacção que eu teria, e aceitei. 

A reacção dela para comigo foi a esperada, disse que aquilo era muito estranho e que não estava a compreender o que estava a acontecer, mas com ele a conversa foi deveras diferente, algo que não esperava, disse-lhe para parar com aquilo, que eu era amiga dela à bastante tempo, que era nojenta a forma como ele estava a falar de mim e que me ia proteger daquilo. Fiquei em choque, sabia que ela não ia concordar a investida dele (afinal, as bestas nocturnas só rondam durante alguns minutos e acabam por nunca mais aparecer na minha vida (maior parte das vezes...), o amiguinho dela sabia como me contactar e havia a possibilidade de um dia sairmos todos juntos), mas nunca pensei que tivesse uma veia protectora tão forte e que a demonstrasse... Foi de tal forma surpreendente que me senti super mal por ter concordado com aquilo... Senti-me bem mais segura depois daquilo, talvez um dia, quando o desespero for grande, aceite ir a um blind date arranjado por ela como me anda a sugerir à meses...

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publicado às 15:51

Os nomes são importantes?

por Maki, em 21.03.17

Existe um senhor que costuma estar à porta do supermercado que costumo frequentar, nunca o vi a pedir nada, apenas a cumprimentar as pessoas enquanto olhava para baixo. Desejar uma boa tarde ao senhor passou a fazer parte da minha rotina, de tal forma que se vou às compras e não o vejo lá parece que o meu dia fica mais chato. O senhor sem nome tem um efeito maior no meu dia com o seu "Boa tarde" em plena rua do que muitas pessoas com nome.

No outro dia após lhe dar o "até logo" habitual, recuei e perguntei se queria umas barrinhas de cereais, e falámos durante algum tempo, o senhor sem nome já tinha percebido à algum tempo que eu era alentejana e ficamos ambos espantados quando nos apercebemos que eu sou da mesma terra que a mãe dele e que passo todos os fins-de-semana em que tenho a sorte de ir lá abaixo pela terra do pai dele mas que ele nasceu mais a norte. Agora sei que ele quer voltar para o Alentejo e que gostava de ter lá um montinho, mas que se recusa a ir para uma determinada terra porque o vinho é demasiado bom. Ainda não sei o nome do senhor, mas sei um pouco sobre quem ele é e as suas ambições... Não posso dizer o mesmo de várias pessoas com quem convivo todos os dias.

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publicado às 22:58

Eram quase oito da noite quando ouvi a campainha, como estava esfomeada fiz um pequeno sprintzito na esperança que fosse o meu pai com o jantar. Mas naaaaaaaaao... Em vez do meu pai estava lá um senhor com um monte de papeis na mão, para meu espanto o senhor não estava lá para falar de Deus, mas sim para falar do que ele considera ser o melhor pacote do mercado (e não, não era o seu rabinho).

Após explicar que não sou responsável por nada disso cá em casa disse o tradicional "se voltar mais tarde pode ser que esteja cá o meu pai", e não é que voltou? Não uma, não duas, mas três vezes no espaço de 45 minutos... sempre que ouvia o raio da campainha começava a salivar como se fosse o cão de Pavlov e corria para a porta, e sempre que a abria em vez do jantar encontrava o senhor... como devem compreender comecei a ficar ligeiramente frustrada. Heis que às nove ouço a porta da rua abrir... Finalmente chegava o meu jantar! O meu jantar e o raio do senhor...  Não é que o meu pai estava disposto a ouvi-lo? Às nove da noite... Apesar de ter a filha a morrer de fome o meu pai começou a dar conversa ao senhor em relação ao serviço (incrível como todos os termos relacionados com isto ou fazem com que pareça que estou a falar de drogas ou prostituição...). Sabem o que é ouvir um senhor a divagar enquanto se está esganada de fome? Eu sei... E quando digo divagar quero mesmo dizer divagar! O senhor começou a falar no produto e lá para o meio falou da tia. Da tia... Eu cheia de fome e o senhor a falar da sua tia... O meu pai também não é nenhum santo que também mencionou o meu curso, então quando o senhor resolveu voltar a falar do produto em si ouvi um "como a dona Maki deve saber". O que me irritou, não apenas por já passarem das nove e meia e eu continuar sem comer, mas também pelo tom cínico que nem se deu ao trabalho de disfarçar, no entanto como estava em fraqueza ignorei aquilo até que ele acrescenta "Ah, não me diga que é daquelas que deixa cadeiras por fazer". Ca-brão! Ok, por acaso até sou daquelas que deixa cadeiras por fazer, mas duvido que dizer essas coisas da filha de um possível futuro-cliente seja uma boa estratégia... Aliás, tendo em conta que a jovem em questão está com uma fome desgraçada tal acto podia muito bem ter acabado com o senhor a levar com uma cadeira (daquelas que por acaso não faço... de metal) na tromba.

Jantei às dez da noite...

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publicado às 02:51


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