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Talvez me consiga casar

por Maki, em 27.10.18

Eu sou uma besta, após 1h a conversarem comigo os jovens tratam-me como se fosse um deles e a minha aparência também não é a melhor coisa deste mundo...

Mas e se o desgraçado não tiver como fugir e a primeira vez que me meter os olhos em cima eu estiver com um kilo de maquilhagem e um vestidinho todo bonito? Ai talvez o engane...

Isto tudo para vos informar que se fizerem outra vez casting para "Casados à primeira vista" a minha candidatura é garantida.

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publicado às 22:19

Então maltinha? Foco.

por Maki, em 10.07.18

Toda a gente sabe que há mais de duas semanas que 13 pessoas estão fechadas numa gruta na Tailândia, que existem equipas que estão a trabalhar arduamente para os tirar de lá e que 8 já estão cá fora. 

No entanto, acho que nos estamos a focar no "herói" errado... Vi pessoas a elogiar a sanidade dos miúdos e do treinador? Sim. Vi pessoas a elogiar os mergulhadores? Sim. Vi pessoas a elogiar as famílias? Sim. Vi pessoas a elogiar toda a equipa logística por trás? Sim. 

Mas nada se compara aos elogios que o "Batman"/"Ironman" (dependendo se a pessoa prefere DC ou Marvel) está a ter. Foi simpático o gajo disponibilizar os seus engenheiros para arranjar uma solução? Foi. É genial terem chegado ao protótipo tão cedo? Sem dúvida, os gajos são óptimos no que fazem. Mas vá lá... Sejamos realistas... Assim como qualquer trabalho feito em cima do joelho há lacunas. E como em maior parte dos trabalhos de engenharia, falta o conhecimento das restrições que só é adquirido ao estar em contacto com as pessoas para quem se está a fazer o produto e as restrições do meio. 

Isto não passa de uma campanha publicitária... Se o homem realmente tivesse disponibilizado os meios apenas para ajudar, a partir do momento em que os resgates se iniciaram tinha guardado as trouxas e dito "bom trabalho pessoal!" não tinha impingido o protótipo e aparecido com aquilo na Tailândia... Eu nunca na minha vida arriscaria a vida de alguém para testar pela primeira vez em condições reais o protótipo só para encher o ego de um multimilionário... 

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publicado às 08:37

Oferta de trabalho X (m/f)

por Maki, em 16.06.18

Andei a fazer alguma pesquisa para ter uma noção de como estão as ofertas de trabalho na minha área em Portugal, e se há coisa que me faz comichão é o (M/F) depois de alguns títulos, porque cria um vazio legal em relação ofertas que não tem esse indicador: Querem só homens, ou só mulheres? Não sei... Não está explicito. Estamos no século XXI, eu preciso saber se uma empresa procura engenheiros, engenheiras ou ambos, não faz sentido que me deixem na duvida. Se enviar o currículo para alguma dessas empresas ambíguas corro o risco de receber um "Oh menina... Não viu que não tínhamos o (M/F) no titulo? Nós só queremos homens!" ou um "Ai finalmente uma fêmea, nem imagina a quantidade de currículos masculinos que temos recebidos...". Porque realmente os seres humanos são binários e há uma grande diferença entre os engenheiros machos e os engenheiros fêmea visto que temos aulas diferentes em salas diferentes, com abordagens diferentes.

Isto é o meu lado inovador a falar, mas já alguém pensou em expor logo no titulo se procuram trabalhadores de alguma minoria para preencherem alguma quota?

Exemplo: "Trabalho X (M/F)(Adestrador de Periquito)"

Ser a empresa tecnológica com maior percentagem de adestradores de periquitos do mundo punha-vos logo em voga e toda a gente iria querer trabalhar lá.

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publicado às 23:08

A Netflix passa a vida a me tentar sugerir deles, às vezes acerta, como no caso do Big Mouth, mas outras vezes aquilo vai tão ao lado, mas tão ao lado que doi... 

A ultima serie que me foi recomendada foi "The End of the Fucking World", SPOILERS AHEAD, que basicamente romantiza a psicopatia e dá a ideia de que tu - gaja aleatória - podes transformar um cabrão que te quer matar num bom moço se fugires com ele 1 dia após o conheceres sem destino. Considerando que esta serie foi lançada pouco depois das "13 Reasons Why", que basicamente romantiza o suicídio, começo a achar que a Netflix está a tentar forçar a selecção natural nos jovens de hoje "O que? Estás deprimido e sentes que ninguém quer saber de ti?! Suicida-te e atormenta os bastardos com mensagens post mortem, isso vai ensinar-lhes uma lição!" "Queres um rapaz especial?! Vai ter com aquele ali ao fundo com ar de apagado e come-o, se ele mal falar e não se mexer ou reagir enquanto o comes: Bingo! É o tal! Amanhã foge com ele sem destino e entretanto roubem muito, bebam muito, tu vais mudar a vida dele e faze-lo sentir cenas!" (não vou negar que as 13 Reasons Why tem uma mensagem bem mais forte do que essa, e é importante falar do suicídio, mas romantizar a coisa não é a solução, mas The End of the Fucking World a meu ver é apenas ridículo).

Ou então sou eu que sou bastante céptica em relação a tudo e não entendo o quão boas as series são. 

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publicado às 19:19

Estava a falar com uma pessoa enquanto a terra tremia "o chão está a tremer ou estou só tonta", enquanto me preparava para dizer "estás é doida", finalmente senti o tremor... Olhei para o estendal e realmente a roupa estava a baloiçar. Fiquei na dúvida se ela tem uma capacidade óptima para sentir o chão a tremer ou se sou eu que tenho os alicerces de tal forma bons que não abano com facilidade.

Podia era ter sido durante o meu exame, talvez assim tivesse acordado mais cedo para a vida...

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publicado às 12:22

Ah o autocarro

por Maki, em 10.01.18

À coisa de 5 anos que uso frequentemente o autocarro para ir a Lisboa, inicialmente para tratar do aparelho depois para a faculdade. Nesses 5 anos conheci 4 pessoas, duas delas da minha idade e com quem falei bastante durante a viagem, também conheci uma senhora mais madura que me ia explicando algumas curiosidades dos sítios por onde íamos passando e como esses sítios a mudaram e um jovem que começou a conversa com "oh! Are you a engineer? You look like one". Em nenhum caso houve troca de contacto, apenas uma viagem bem passada. Sempre que faço uma viagem tenho esperança que volte a acontecer, este é o tipo de interacção que mais me agrada, ao sabermos que não vamos voltar a ver as pessoas acabamos por falar mais e de forma mais aberta. Mas não voltou a acontecer. A minha única companhia tem sido o spotify e caso sinta que o meu estômago aguenta algum episódio, e diga-se de passagem que 4h só com spotify e o meu cérebro em modo depressivo não é algo propriamente agradável.

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publicado às 14:29

Salv@ pelos headphones

por Maki, em 14.12.17

Estava eu feita sardinha enlatada no metro (aquele lugar magnífico que fomenta o meu desprezo por seres humanos) quando uma jovem que estava sentada ao meu lado se levantou para sair, ora, como lhe estava a tapar a passagem troquei com ela e sentei-me enquanto continuava a ver o meu episódio com os headphones no máximo. Heis que, recebo uma mensagem, ponho o episódio em pausa e ouço uma pessoa a berrar atrás de mim. Olho para o lado e vejo uma rapariga com cara de pânico a se levantar e a pedir desculpa. Oi? O homem continua a berrar mas desta vez eu entendi o que disse... Ele estava extremamente ofendido porque a moça se sentou quando havia uma criança de para ai 10 anos escondida no meio das pessoas - que pelo que entendi nem era filho dele - e ela não lhe tinha dado o lugar.

Foi horrível, a rapariga estava em pânico, a criança estava constrangida com a situação e eu fiquei com um nó na garganta... O homem fez é humilhação publica e isso nunca devia ser aceitável. Mas eu e todas as pessoas daquela carruagem aceitaram, sendo que uma senhora ainda concordou com ele. Se há coisa com que não lido bem é humilhação publica, ironicamente, se eu tivesse assistido à festa desde o inicio ou ele tivesse implicado comigo tinha dançado o tango com ele (não de forma a que toda a que toda a carruagem ouvisse, sou uma besta mas prefiro falar a grunhir). Ai... Pessoas como aquele homem dão-me comichão e trazem o meu lado mais sombrio ao de cima. (Provavelmente a comichão que o homem me fez foi maior do que a que ele sentiu ao ver a moça a se sentar).

Por favor... Nós ainda somos um pouco civilizados... Aposto que se o pai da criança ou a mesma pedisse a alguém para os deixar sentar ninguém ia dizer que não. Mas se não pedem ninguém adivinha... Ninguém faz uma vistoria à carruagem antes de se sentar para ver se há crianças, grávidas, idosos ou pessoas com as pernas cansadas, muito menos quando as carruagens estão cheias... 

Acabei de ver o episódio toda aziada com a situação... Mas pronto... Pelo menos não levei um murro na tromba.

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publicado às 21:24

Sempre que faço voluntariado em algum evento tenho que levar com alguém a perguntar "porque é que fazes isso?". A razão é simples. Eu gosto de conhecer pessoas sabendo que provavelmente nunca mais as vou ver ou que se as vir é anualmente e infelizmente nos dias que correm as pessoas ficam a olhar para ti de lado quando metes conversa com elas sem razão aparente... Mas nos eventos é diferente a partir do momento em que tens uma t-shirt de voluntário vestida deixa de ser assustador abordares outras criaturas desde que estas também tenham uma. Eu adoro abordar pessoas que não conheço e ir-me embora sem saber o nome delas, é das interacções mais honestas que se pode ter porque ambas as partes sabem que a impressão que se vai deixar na outra pessoa não importa para nada.

Além disso não sou bonitinha, por isso não consigo que me paguem para ser promotora.

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publicado às 18:48

Planos de vida

por Maki, em 12.11.17

Não sei o que se passou, mas a maioria das pessoas que conheço derepente delineou os seu plano de vida. Até a criatura mais irresponsavel e espontanea que conheço já tem metas e um plano delineado para o cumprir... Isso assustou-me, e ainda me assusta porque eu até à uma semana atrás nem sabia como é que poderia subir a possibilidade de arranjar emprego na area que me fascina de 0 para 1%... Por isso ontem estive a pensar sobre o futuro... Como sou muito má a ver as coisas a longo prazo decidi imaginar apenas os proximos 2 anos.

Quero acabar o curso em 5 anos, apesar de todas as piadas que faço sobre o acabar em 10, ficar mais 1 ano ou semestre no tecnico ia-me matar por dentro. Até agora é possivel acabar o curso em 5 anos e é nisso que me vou focar, até já decidi que cadeira vou fazer ao mesmo tempo que a tese. 

Vou continuar a fazer voluntariado de proximidade e vou tentar começar a fazer visitas hospitalares para o ano.

Definitivamente vou aproveitar os meus ultimos anos de estudante para não pagar entrada em eventos e conhecer pessoal bacano fazendo voluntariado nos mesmos (a games week está mesmo à porta). 

Vou-me fechar a nivel romantico. Quando acabar o curso vou ter que me ir embora, não há a minima hipose de eu ficar por cá a trabalhar no que gosto, por isso não faz sentido fazer com que a partida custe mais nem causar sofrimento numa pessoa sem necessidade.

Tenho que começar a pensar além da faculdade. Ela só me vai começar a dar ferramentas para o que quero no proximo semestre. Até lá tenho que começar a desvendar as coisas por mim e fazer um investimento que não é tão pequeno como eu gostaria, mas que acho que vai acabar por valer a pena.

 

Porra, estou a ficar velha. 

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publicado às 14:47

No proximo websummit

por Maki, em 09.11.17

Ontem um visitante do websummit perguntou-me onde era a casa-de-banho mais próxima, antes de ele se lembrar que tinha que ir mijar ainda esteve a falar um pouco sobre a conferencia e disse que devíamos ter ido (na altura estava com duas amigas) porque havia lá poucas mulheres e perguntou porque não tinha usado o desconto de ser mulher. 

Enquanto pessoa que passa a vida a tentar ser vista como igual pelos meus colegas de faculdade e professores senti-me ofendida. Esses descontos não passam de discriminação, positiva? Sim. Mas não deixa de ser discriminação. E honestamente, considero que grande parte das mulheres que trabalham neste ramo sentem o mesmo que eu.

Mas fica aqui assente que para o ano vou ao websummit, não como uma "woman in tech", mas como uma pessoa com um plano para sair de lá com uma oferta de emprego.

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publicado às 12:09


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