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Oferta de trabalho X (m/f)

por Maki, em 16.06.18

Andei a fazer alguma pesquisa para ter uma noção de como estão as ofertas de trabalho na minha área em Portugal, e se há coisa que me faz comichão é o (M/F) depois de alguns títulos, porque cria um vazio legal em relação ofertas que não tem esse indicador: Querem só homens, ou só mulheres? Não sei... Não está explicito. Estamos no século XXI, eu preciso saber se uma empresa procura engenheiros, engenheiras ou ambos, não faz sentido que me deixem na duvida. Se enviar o currículo para alguma dessas empresas ambíguas corro o risco de receber um "Oh menina... Não viu que não tínhamos o (M/F) no titulo? Nós só queremos homens!" ou um "Ai finalmente uma fêmea, nem imagina a quantidade de currículos masculinos que temos recebidos...". Porque realmente os seres humanos são binários e há uma grande diferença entre os engenheiros machos e os engenheiros fêmea visto que temos aulas diferentes em salas diferentes, com abordagens diferentes.

Isto é o meu lado inovador a falar, mas já alguém pensou em expor logo no titulo se procuram trabalhadores de alguma minoria para preencherem alguma quota?

Exemplo: "Trabalho X (M/F)(Adestrador de Periquito)"

Ser a empresa tecnológica com maior percentagem de adestradores de periquitos do mundo punha-vos logo em voga e toda a gente iria querer trabalhar lá.

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publicado às 23:08

Aquele trigger

por Maki, em 11.06.18

Este fim de semana fez um mês que a minha avó faleceu. Tenho andando a evitar ao máximo pensar nisso, estou constantemente a jogar, ver séries, filmes ou até mesmo os programas da tarde para evitar pensar nisso. Não consigo estudar e não quero, qualquer tempo a sós com os meus pensamentos é perigoso. Heis que hoje ao ir para o quarto resolvi cantar uma música que tinha na cabeça. Um verso, disse um verso de voz clara e os outros com uma voz tremida entre soluços. Era uma música que o meu avô costumava cantar, depois lembrei-me de outra, e de outra e passei para aí 30 minutos a tentar cantar uma com uma voz clara para tentar fazer jus à voz do meu avô, mas falhei, completamente, sou uma vergonha... Após 3 anos a puxar pelo pessoal para cantar uma moda bem cantada e ter enchido a minha avó de nostalgia ao cantar no primeiro natal que passámos sem ele, agora é que me deu para chorar... Sou uma vergonha... Eu no fundo só quero cantar como a rola... Mas como a rola ninguém canta nê? 

Amanhã vou tentar ganhar coragem para ir limpar lhes a campa. 

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publicado às 01:18

Nunca me senti tão ofendida como no dia em que a minha mãe ficou em choque quando eu lhe disse que podia fazer o encosto desde que arranjasse os fios e outro carro. 

"Eu não tenho os fios" disse ela, "as mulheres nunca andam com fios" insistiu ela. "Nem penses em ir perguntar se alguém no café tem fios"  disse ela, "as mulheres não sabem fazer encosto" repetiu ela. 

A sério? Eu já trabalhei com coisas bem mais sensíveis. O paralelo de dois componentes é das coisas mais simples que me podem pedir para fazer... 

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publicado às 17:00

E se não estiver preparada?

por Maki, em 11.01.18

O semestre passou a correr, se tudo correr bem para o ano nesta altura vou estar prestes a começar a tese e a  escapar daquele poço sugador de sonhos e alegrias a que chamam faculdade, mas não me sinto preparada... O meu trabalho de sonho é demasiado bom para mim, as minhas notas são medias, não tenho traços de liderança, o meu currículo só seria útil se eu estivesse ligada às ciências humanas, ainda por cima sou rapariga... Quando for contratada pode ser apenas para preencher as cotas exigidas pelo bom senso e aumentar o rácio mulheres/homens... Ou pelo menos foi isso que grande parte das pessoas pensou ao ver que de 5 com a mesma media só eu é que entrei no curso, eu defendo que foi a minha média nos exames (2 valores superior ao candidato abaixo de mim) que teve mais peso visto que foi o único momento de avaliação em que todos tivemos sujeitos ao mesmo grau de dificuldade... Mas para muitos irá ser sempre por eu ter vagina.

O tempo foge e eu não consigo acompanha-lo. Desde Setembro que tive a ideia para um projecto relacionado com a área em que quero trabalhar, mas só encomendei as coisas para começar a trabalhar nele em Dezembro, e agora que estão prestes a chegar tenho medo. Tenho medo que a teoria base de todo o projecto não se comprove, tenho medo que isso me desanime e me faça questionar se vale mesmo a pena tentar seguir o que quero. Até porque aquilo é demasiado óbvio... Se realmente funcionasse alguém já tinha pegado nisso... Mas pronto, investi 15 euros e vou tentar tirar o maior partido deles.

Nada como ter uma crise de 1/4 de idade em plena época de exames!

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publicado às 05:21

Os primeiros presságios de que algo horrível se aproximava deram-se no sábado, em situações normais teria tomado logo contingências mas não as tinha à mão e não me apetecia sair de casa. Deram-me mais uma oportunidade no domingo, os sinais de que algo ia correr mal foram mais fortes, mas mais uma vez a preguiça venceu. Esta manhã deu-se o derradeiro aviso, mas estava frio lá fora... Por volta da uma da manhã comecei com pontadas e suores frios. O arrependimento apoderou-se de mim e enquanto jovem forte e responsável tomei uma decisão: deitei-me em posição fetal e adormeci, confiei que o meu corpo não me ia trair enquanto dormia porque ambos adoramos fazê-lo. Heis que às 4h acordo. Uma dor colossal percorre o lado direito da minha barriga. Mas estava frio fora da cama, virei-me para o lado, consciente que a hora de encarar as consequências do meu pecado se aproximava e tento adormecer novamente. Os suores frios percorreram o meu corpo, chegara a hora de enfrentar o meu fado, sento-me no trono e sofro como não sofro à muito. O sofrimento foi tal que eu: lontra assassina que não faz exercício a sério à mais de 4 anos fico com os abdominais definidos.

Amanhã vou à farmácia.

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publicado às 05:07

Passou demasiado depressa

por Maki, em 07.01.18

Parece que ainda ontem era Setembro e para a semana já tenho exames. Demasiados exames. E o meu cérebro está aqui, em negação a achar que ainda tem tempo, super relaxado da vida, descontraído... Não devia! Eu devia estar em pânico! Estou tramada, ainda só consegui estudar decentemente para uma cadeira mas aqui estou eu... Relaxada da vida... Só posso chumbar a mais uma cadeira para continuar a conseguir fazer o curso em 5 anos, mas o meu cérebro continua na boa... Tenho exame com o professor que quero que seja meu orientador na tese, mas ainda não peguei em nada da cadeira dele, o que é chato especialmente tendo em conta que ele me acha super inteligente... Mas o meu cerebro está super chill... Estou a fazer uma lista de coisas pelas quais devia entrar em pânico mas o meu cérebro feliz da vida... Aliás isto até me está dar algum sono... 

Acho que posso oficialmente dizer que o técnico deu cabo do meu instinto de auto-preservação... Se isto continuar assim qualquer dia dou comigo em pleno debate com uma testemunha de Jeová...

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publicado às 03:02

Salv@ pelos headphones

por Maki, em 14.12.17

Estava eu feita sardinha enlatada no metro (aquele lugar magnífico que fomenta o meu desprezo por seres humanos) quando uma jovem que estava sentada ao meu lado se levantou para sair, ora, como lhe estava a tapar a passagem troquei com ela e sentei-me enquanto continuava a ver o meu episódio com os headphones no máximo. Heis que, recebo uma mensagem, ponho o episódio em pausa e ouço uma pessoa a berrar atrás de mim. Olho para o lado e vejo uma rapariga com cara de pânico a se levantar e a pedir desculpa. Oi? O homem continua a berrar mas desta vez eu entendi o que disse... Ele estava extremamente ofendido porque a moça se sentou quando havia uma criança de para ai 10 anos escondida no meio das pessoas - que pelo que entendi nem era filho dele - e ela não lhe tinha dado o lugar.

Foi horrível, a rapariga estava em pânico, a criança estava constrangida com a situação e eu fiquei com um nó na garganta... O homem fez é humilhação publica e isso nunca devia ser aceitável. Mas eu e todas as pessoas daquela carruagem aceitaram, sendo que uma senhora ainda concordou com ele. Se há coisa com que não lido bem é humilhação publica, ironicamente, se eu tivesse assistido à festa desde o inicio ou ele tivesse implicado comigo tinha dançado o tango com ele (não de forma a que toda a que toda a carruagem ouvisse, sou uma besta mas prefiro falar a grunhir). Ai... Pessoas como aquele homem dão-me comichão e trazem o meu lado mais sombrio ao de cima. (Provavelmente a comichão que o homem me fez foi maior do que a que ele sentiu ao ver a moça a se sentar).

Por favor... Nós ainda somos um pouco civilizados... Aposto que se o pai da criança ou a mesma pedisse a alguém para os deixar sentar ninguém ia dizer que não. Mas se não pedem ninguém adivinha... Ninguém faz uma vistoria à carruagem antes de se sentar para ver se há crianças, grávidas, idosos ou pessoas com as pernas cansadas, muito menos quando as carruagens estão cheias... 

Acabei de ver o episódio toda aziada com a situação... Mas pronto... Pelo menos não levei um murro na tromba.

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publicado às 21:24

Conhecer pessoas

por Maki, em 10.12.17

Modestia à parte, sou óptima a conhecer pessoas... Bem... Maior parte delas... Geralmente conheço as pessoas e pouco depois já estou a dizer caca o que geralmente as faz sentir à vontade, pelo que não temos que passar pela fase do "bem.... Então és de onde?... Ah, daqui.... O que é que fazes nos tempos livres? ah... Não fazes nada.... Então e que séries é que vês?... Hmm, não conheço... Que género de musica ouves? Eish que nojo..." e acabamos por nos conhecermos ao longo do tempo sem necessidade de fazer as perguntas directamente, o que a meu ver é bem mais bacano. O problema é que existem pessoas que teimam em seguir pela via das perguntas directas, que levam a respostas directas seguidas de outra pergunta directa e eu não tenho jeitinho nenhum para a coisa... Eu sou o género de pessoa que divaga imenso se me perguntam uma coisa eu vou responder e tentar criar uma conversa com base nisso, não entro no jogo do ping pong de perguntas e isso chateia imenso o nicho da população que gosta daquela porra... 

Na penúltima vez que conheci uma pessoa foi brutal, 5 minutos depois de começarmos a falar fizemos uma dicotomia casa de banho masculina e feminina, mas na ultima vez que conheci uma criatura foi horrível... Quando estávamos em grupo foi na boa, mas quando nos separamos do resto do grupo no metro foi tão constrangedor... O bastardo fazia perguntas, eu respondia... A meio da minha resposta o bacano adormecia até que eu - contrariada - lá lhe fazia uma pergunta de resposta rápida. À que ele respondia e adicionava outra. E andamos naquilo até que a porcaria da viagem acabou... Foi tão triste...

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publicado às 22:11

Ah o Natal...

por Maki, em 09.12.17

Ia fazer um post pomposo e demasiado pessoal sobre a evolução do Natal ao longo da minha vidinha, mas aquilo estava a ter um efeito tão feliz em mim como o poema "Aniversário" do Nandinho por isso tive que parar ainda antes de chegar aos 15 anos.

O Natal é uma porcaria.

Há pessoas que o aproveitam? Sim, há. Há pessoas que são felizes no Natal? Felizmente sim! Mas nem toda a gente e como não podia deixar de ser eu sou uma infeliz com a vida que não acha piada ao Natal.

O Natal faz-me relembrar que grande parte das pessoas mais importantes da minha vida não estão cá e que uma partiu poucas semanas antes dessa data.

Os encontrões que levo em centros comerciais sem um "desculpe" fazem-me odiar a sociedade. 

As birras das crianças fazem-me ter a certeza que vou ficar para tia. 

O meu trabalho de voluntária faz-me aperceber que existe um numero colossal de idosos que vão passar a consoada sentido-se especialmente sós.

As mensagens de boas festas que vou receber de pessoas que não se lembram de mim (ou que inclusive fingem não me ver) ao longo do ano fazem-me sentir agoniada.

A melhor coisa do Natal é estar com o que me resta da família a comer que nem uma porca, mas nem isso é 100% positivo porque nos dias a seguir estou sempre maldisposta por não me controlar na ceia...

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publicado às 19:05

"Shhhhhhiiu"

por Maki, em 23.11.17

Ultimamente tenho estudado em bibliotecas porque o ambiente de ajuda a focar. O problema é que as bibliotecas nem sempre parecem bibliotecas porque há pessoas que não entendem a diferença entre uma biblioteca e uma sala de estudo. 

Tanto ontem como hoje tive a sorte de ficar ao pé de grupos de pessoas que acham que sussurrar não faz barulho, que rir é algo super silencioso, e que falar com o amiguinho que está na mesa de trás não incomoda as restantes 6 pessoas que se encontram a uma distancia igual ou inferior à que os separa. Honestamente o meu problema não é bem o barulho, porque me desenrasco bastante bem quando estudo em cafés e assim, o que me irrita é as pessoas não respeitarem o sitio... Ir para uma biblioteca fazer barulho é o equivalente a berrar "Lucifer é o maior" numa igreja católica ou não tirar os sapatos ao entrar numa mesquita. É uma falta de respeito para a comunidade que lá se encontra.

Eu sinto-me mal ao ir para a biblioteca quando estou doente, tomo imensas pastilhas para evitar tossir e quando tenho que tirar a ranhoca com força vou à casa de banho, e mesmo com estas contingências pondero ir para casa mais cedo para não chatear as pessoas, por isso chateia-me estar numa ponta da sala a ouvir pessoas a "sussurrar" na outra. "Ah mas podes pedir para se calarem ou lançar um "shhhhhh!" para o ar". Podia, mas isso também faz barulho... Por isso o que faço geralmente assim que vejo um grupinho de 3-4 pessoas a chegar a alguma sala da biblioteca ponho o estudo em stand-by e tento perceber se vão fazer barulho ou não... Geralmente vai, e quando isso acontece procuro lugar noutra sala, o que é chato porque sou bastante desorganizada e tenho sempre pelo menos 3 pilhas de folhas + computador + água e se tiver doente +lenços + pastilhas + casaco. Por isso, por favor, não vão para bibliotecas com o mesmo espírito com que vão para uma sala de estudo. Até porque existem bastantes sitios bonitos e onde podem fazer barulho sem serem julgados... Não vão para a biblioteca, até porque há poucas e geralmente são pequeninas. 

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publicado às 13:48


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