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É desta

por Maki, em 10.07.18

Há um livro que estou a tentar ler à 5 anos. 5 anos! O livro é do meu autor favorito, o tema é óptimo, mas nunca o consegui acabar de ler. Geralmente algo estranho acontece quando vou a meio desconcentro-me e pronto... Na primeira vez que isso aconteceu pensei que fosse um acaso, mas à terceira conclui que o livro estava amaldiçoado e deixei-o de parte. 

Decidi que o vou acabar este ano. Primeiro porque acho que estou apaixonada e quero deixar de estar, por isso se algo me desconcentrasse era óptimo, segundo porque há uma parte estúpida dentro de mim que tem esperança que a maldição do livro faça com que o jovem apareça (o que é extremamente idiota, eu sei), logo se ele não aparecer vou ficar desiludida e com sorte esta porra passa. 

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publicado às 16:51

Atacada pela nostalgia

por Maki, em 13.01.18

Hoje ao vasculhar na minha conta do youtube encontrei um tesouro em bruto, uma banda que não ouvia desde que entrei na faculdade mas que me acompanhou desde o 8º/9º até ao 12º e que definitivamente é das bandas de que mais gosto. 

A primeira musica com que chorei e que ainda hoje não consigo ouvir é deles - Dark Congregation, e nessa altura só tinha medo que tal estivesse prestes a acontecer... Hoje possivelmente ia dar cabo de mim... Ironicamente ouvi durante cerca de 2 anos a musica na boa até que me caiu a ficha (Back in the day my english was terrible).

Tem uma musica que descrevia (e ainda hoje descreve) bastante bem a minha visão do mundo romântico: City Traffic Puzzle.

Também foi uma musica deles que deu origem a um episódio caricato numa aula de psicologia em que o professor decidiu que todos tínhamos que escolher uma musica que descrevesse o que para nós devia ser o amor e obrigou-nos a partilhar com a turma e ficar de pé no quadro enquanto as pessoas a ouviam, quando chegou a minha vez, meti o You're the Moon, o professor ficou ficou fã e quando me fui sentar a gaja que estava atrás de mim disse-me "Estás deprimida? Aquilo é muito negativo." A musica que ela escolheu foi o fucking Creep dos Radiohead... Como é que uma gaja que escolhe o Creep para descrever o que deve ser o amor se atreve a dizer que a minha musiquinha sobre como amar é ver o melhor das pessoas e tentar que elas se apercebam do quão brutais são tem a lata de me chamar deprimida?! Fiquei ofendida. Muito ofendida. Na altura tinha depresão? Não, mas já tinha andado lá perto o que me faz não gostar desse tipo de piadas. Não me lembro do que lhe respondi, mas lembro-me que depois da aula me disseram que tinha sido uma resposta óptima... Ainda hoje não vou com a cara daquela gaja.

A banda já se separou à uns bons anos, os dois vocalistas acabaram por entrar em bandas diferentes, o que de certa forma até foi bom porque deram origem a 2 discos bacanos. A Greta foi para os Gold Motel e o Bob entrou nos Stamps the band, sendo que tenho um carinho especial pelos últimos (apenas enquanto o moço esteve lá), porque no lançamento do álbum (Stamps Ventures of a Lifetime) eles deixaram o pessoal dar o dinheiro que podia pela versão digital do disco ou comprar a versão premium, na altura o meu dinheiro do paypal consistia apenas no que ganhava a clicar em anúncios (geralmente 0.00125$ por anuncio, em casos excepcionais 0.05$) e apesar de me sentir mal por só conseguir dar 2.45$ pelo disco fiz a compra. No dia seguinte recebi o link para fazer o download, fui de férias e quando voltei tinha um envelope proveniente dos USA com o álbum autografado. Nunca tive um momento de fangirling como aquele... O Bob continua a ser o meu maior "celebrity" crush, não por ser todo bom, mas porque tenho a impressão que ele é bastante imprevisível e brutal... O gajo escreveu uma musica com base na viagem que o cão dele ia fazer, ganhou dinheiro com ela e fez com que maior parte das pessoas achasse que se referia a uma gaja, isso é genial e super random, preciso de mais pessoas assim na minha vidinha.

Escusado será dizer que passei o dia a saltitar entre estas 3 bandas, a nostalgia até me levou ao tumblr, mas em relação a isso só vou dizer que o meu sentido de humor não mudou minimamente em 5 anos e que o raio do blog continua a reflectir demasiado bem as coisas de que gosto... 

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publicado às 19:22

Os primeiros presságios de que algo horrível se aproximava deram-se no sábado, em situações normais teria tomado logo contingências mas não as tinha à mão e não me apetecia sair de casa. Deram-me mais uma oportunidade no domingo, os sinais de que algo ia correr mal foram mais fortes, mas mais uma vez a preguiça venceu. Esta manhã deu-se o derradeiro aviso, mas estava frio lá fora... Por volta da uma da manhã comecei com pontadas e suores frios. O arrependimento apoderou-se de mim e enquanto jovem forte e responsável tomei uma decisão: deitei-me em posição fetal e adormeci, confiei que o meu corpo não me ia trair enquanto dormia porque ambos adoramos fazê-lo. Heis que às 4h acordo. Uma dor colossal percorre o lado direito da minha barriga. Mas estava frio fora da cama, virei-me para o lado, consciente que a hora de encarar as consequências do meu pecado se aproximava e tento adormecer novamente. Os suores frios percorreram o meu corpo, chegara a hora de enfrentar o meu fado, sento-me no trono e sofro como não sofro à muito. O sofrimento foi tal que eu: lontra assassina que não faz exercício a sério à mais de 4 anos fico com os abdominais definidos.

Amanhã vou à farmácia.

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publicado às 05:07

Maldição...

por Maki, em 12.09.17

Fiz um post enorme sobre o ridículo que era o técnico estar todo feliz por ter médias maiores que medicina, mas perdi-o após o tentar publicar com a Wi-Fi e os dados móveis desligados...

Haverá melhor prova de que andar no técnico não é sinónimo de inteligência?

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publicado às 23:39

Os velórios

por Maki, em 31.08.17

Em toda a minha vida fui a dois velórios, o da minha avó e o da avó de uma amiga. O da minha avó custou-me horrores, porque pronto... Era o da minha avó, mas nem quero pensar no quão lixado deve estar a ser para ela estar lá.

Quando fui ao da minha avó eu chorei, chorei imenso, hiperventilei foi uma alegria para os "papa funerais", mas também me ri, ri-me bastante, contei piadas e relembrei os meus avós, a minha família juntou se a contar histórias sobre eles. Agora que olho para trás vejo que foi saudável. Fez-me bem tanto chorar como rir.

No velório da avó da minha amiga não se ouvia uma palavra, todos estão a sofrer em silêncio e de forma equilibrada. Há momentos em que não temos que ser equilibrados. Há momentos em que temos o direito de chorar baba e ranho! E este é um deles... Tive pena de não poder estar lá muito tempo... De não me ter apercebido que ela não queria rir e ter mandado uma piada sobre os "papa funerais". Eu tenho que aprender a estar calada mas ela tem que aprender a explodir.

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publicado às 00:27

Não são mais teimosos que eu...

por Maki, em 10.08.17

Estou à duas horas a ouvir o refrão de uma musiquinha super irritante da minha operadora telefónica em loop. A musica é horrível, a voz da cantora está distorcida e eu estou a dar em maluca, mas nem sonhem que me vão ganhar pelo cansaço! A única coisa que cresce a cada minuto que passa é a minha vontade de arranjar uma nova operadora.

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publicado às 16:40

Tudo começou num fatídico dia de inverno quando frequentava o 10º ano, senti uma picada na barriga no primeiro intervalo seguido de suores frios, como era inverno pensei que estava a chocar uma gripe e não liguei. Fui para a próxima aula e tudo correu lindamente, foi na última aula que a coisa descambou, era educação física e o professor disse para corrermos, dei uns passinhos a correr e fui percorrida por o maior arrepio da minha vida, comecei a ter suores frios e senti uma dor colossal de barriga, o professor olhou para mim e pediu para me sentar. Tive mais de meia hora agarrada à barriga sem saber o que estava a acontecer. A aula acabou e fui para casa, sempre encostada às paredes e com a mão na barriga, podia ter sido apendicite mas não, foi a minha primeira diarreia, andei uma semana assim... Tomava comprimidos para ajudar a rejuvenescer a flora intestinal mas continuei com diarreia durante mais de uma semana, a diferença é que agora conseguia estar mais tempo longe da sanita, aliás nunca cheguei a usar a casa de banho da escola para fazer o cocozinho, o truque era também não tentar fazer um xixizinho. Um dia o meu pai foi iluminado e disse que eu devia experimentar deixar de beber leite durante uns dias para ver se a coisa melhorava.

Melhorei, passado coisa de 3 dias voltei a ter prisão de ventre (que é o meu estado habitual) e nunca mais bebi leite. O problema voltou com chegada do verão, eu gosto de gelados, aliás adoro gelados e com o calor esqueci-me do que acontecia quando bebia leite e comprei um gelado. Nada aconteceu, os meus intestinos continuavam presos e não voltei a pensar no assunto. Certo dia estava eu a comer um gelado em casa quando o meu pai entrou na cozinha e o arrancou da minha mão, porque aquilo tinha leite e me ia fazer mal, expliquei-lhe que já tinha comido gelados antes e nada tinha corrido mal e ele devolveu-me o gelado. O que me esqueci é que até aí só tinha comido gelados pequenos como pernas de pau e caramel e nuts, não um magnum de amêndoa de marca branca. Essa noite foi complicada...

Em 5 anos, após várias experiências - sempre feitas com medo e uma caixinha de comprimidos ao lado para atacar a diarreia antes que ela me atacasse a mim - acabei por encontrar alguns gelados e iogurtes que conseguia comer e não voltei a ser apanhada de surpresa. Até ontem... Tive uma pequena amnésia e um ataque de gula que me levou a querer com toda a força um maxibom nata. Comi-o por volta das 16h e estive desde as 20h até às 21h na casa de banho... 

A vida de uma auto-intitulada intolerante à lactose não é fácil...

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publicado às 20:06

Vai-te lixar Tomás!

por Maki, em 23.07.17

Por volta da 1h30 a minha leitura foi interrompida por um grupo de adolescentes a gritar na minha rua. Fechei o livro e peguei no telemóvel para fazer tempo até que o grupo passasse. São 2h e o grupo ainda não passou... Com base nos gritos que me entram pela janela a culpa é do Tomás que está a vomitar na esquina. Vai-te lixar Tomás!

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publicado às 01:56

Vidro fosco?

por Maki, em 25.06.17

Quando penso em casa-de-banho penso em privacidade, penso que ninguém precisa saber se estou a fazer um xixizinho, o cocozinho ou a mudar o penso ou tampão. Mas nem toda a gente pensa assim... Na semana passada deparei-me com uma casa-de-banho publica com divisórias de vidro fosco... Eu estava a fazer o meu squatzito para não tocar com a nádega na sanita quando de repente olhei para o lado à procura do papel e deparei-me com uma mão espetada no maldito vidro, escusado será dizer que ia tendo um ataque.

Depois fui lavar as mãos... A imagem reflectida no espelho era linda, digna de uma selfie: Euzinha em 1º plano e depois lá no fundo duas amiguinhas, uma a tentar não tocar na sanita apoiando-se nas divisórias e a outra agachada a mudar o tampão... Lindo.

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publicado às 23:08

Acordei, peguei no telemóvel e vi o led a piscar, um arrepio percorreu-me a espinha. Mas abri o messenger na esperança que algum milagre tivesse acontecido e o fdp tivesse finalmente feito algo do que lhe pedi... Se um homem pode ressuscitar ao terceiro dia o outro também deveria ser capaz de desenhar rectângulos... "tenta copiar o trabalho pelos teus amigos que eu descobri que tenho teste quarta x)". Han? Tento o que?! Contratar um hitman para te limpar o sebo? Vou pensar nisso assim que acabar de tratar dos pormenores finais do projecto que tenho vindo a fazer ao longo da semana com zero ajuda enquanto andas a laurear a pevide.

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publicado às 10:59


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