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Quando vivo a vida louca

por Maki, em 01.08.15

Para mim as discotecas são uma espécie de inferno na Terra: a música; as pessoas; o fumo; as investidas; a casa de banho... Tudo aquilo me assusta. Ontem fui a uma, aliás a várias, como se não bastasse estar no inferno as minhas amigas resolveram juntar-se contra mim e tentar a todo o custo arranjar-me um rapazito. Foi horrível, sempre que aparecia um gajo qualquer ao meu lado elas começavam aos encontrões com grande sorriso e eu permanecia com a maior poker face do mundo a conter-me para não as mandar para nenhum sitio. Enquanto pessoa quieta era tipo o engate em hard mode lá do sítio. Portanto quando o rei fazia anos lá aparecia algum que tinha feito uma aposta ou algo do género a tentar falar comigo (tentar porque eu não percebia um cu do que me diziam) e acabava por desaparecer no meio da multidão. Só um bacano é que foi simpático sem qualquer tipo de segundas intenções, provavelmente por eu ter achado que a dança dele era uma simulação de boxe e lhe ter feito um directo com uma distância de segurança decente. Acabei por descobrir várias coisas que não são propriamente interessantes, como por exemplo que dançar com as mãos em posição defensiva afinal é mesmo uma espécie de moda, que os rapazes são mais românticos que as raparigas em relação ao pós-comilanço a e que continuo óptima a traumatizar rapazes, afinal traumatizei dois. Sim, dois, não foi apenas o desgraçado que viu um punho a ficar parado a cerca de 20cm da sua cara, também traumatizei um tipo que estava a esfregar-se a uma delas, quando vi o ar de pânico da rapariga meti a minha cara de psicopata e fiquei a olhar para ele. Quando ele se apercebeu afastou-se dela, aproximou-se de mim e perguntou "no?" não sei o que era não, mas mantendo a minha expressão disse "no." ele pediu desculpa e afastou-se. Nunca elas ficaram tão felizes por eu estar com essa cara no meio da discoteca. Acabei a noite a segurar o cabelo de uma amiga enquanto ela vomitava e a concluir que sou bastante paciente, mas foi engraçado, vou manter a maior distância possível de uma discoteca (e das ruas adjacentes, que é complicado ser fêmea e andar naquelas ruas, não tão complicado como ser rapariga e estar parada numa daquela ruas mas continua a ser complicado) durante pelo menos dois meses.

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