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Hoje fui social

por Maki, em 28.06.18

Hoje conheci um jovem, para verem a minha aptidão para a socialização passo a citar a primeira frase que lhe dirigi: "são uma merda!" com isto assumi que tivesse traumatizado a criatura e que não voltasse a haver diálogo, mas houve. Pouco depois estávamos a saltar entre assuntos estupidamente sérios e assuntos ridículos, a falar de pão e de ambições, do que devia mudar no mundo, na sociedade hipócrita em que vivemos e assim se passou uma hora... 

Sei o nome dele? Não. Vou voltar a vê-lo? Provavelmente não. Fiquei com vontade de conhecer mais pessoas aleatórias? Sim. 

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publicado às 13:05

Oferta de trabalho X (m/f)

por Maki, em 16.06.18

Andei a fazer alguma pesquisa para ter uma noção de como estão as ofertas de trabalho na minha área em Portugal, e se há coisa que me faz comichão é o (M/F) depois de alguns títulos, porque cria um vazio legal em relação ofertas que não tem esse indicador: Querem só homens, ou só mulheres? Não sei... Não está explicito. Estamos no século XXI, eu preciso saber se uma empresa procura engenheiros, engenheiras ou ambos, não faz sentido que me deixem na duvida. Se enviar o currículo para alguma dessas empresas ambíguas corro o risco de receber um "Oh menina... Não viu que não tínhamos o (M/F) no titulo? Nós só queremos homens!" ou um "Ai finalmente uma fêmea, nem imagina a quantidade de currículos masculinos que temos recebidos...". Porque realmente os seres humanos são binários e há uma grande diferença entre os engenheiros machos e os engenheiros fêmea visto que temos aulas diferentes em salas diferentes, com abordagens diferentes.

Isto é o meu lado inovador a falar, mas já alguém pensou em expor logo no titulo se procuram trabalhadores de alguma minoria para preencherem alguma quota?

Exemplo: "Trabalho X (M/F)(Adestrador de Periquito)"

Ser a empresa tecnológica com maior percentagem de adestradores de periquitos do mundo punha-vos logo em voga e toda a gente iria querer trabalhar lá.

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publicado às 23:08

Aquele trigger

por Maki, em 11.06.18

Este fim de semana fez um mês que a minha avó faleceu. Tenho andando a evitar ao máximo pensar nisso, estou constantemente a jogar, ver séries, filmes ou até mesmo os programas da tarde para evitar pensar nisso. Não consigo estudar e não quero, qualquer tempo a sós com os meus pensamentos é perigoso. Heis que hoje ao ir para o quarto resolvi cantar uma música que tinha na cabeça. Um verso, disse um verso de voz clara e os outros com uma voz tremida entre soluços. Era uma música que o meu avô costumava cantar, depois lembrei-me de outra, e de outra e passei para aí 30 minutos a tentar cantar uma com uma voz clara para tentar fazer jus à voz do meu avô, mas falhei, completamente, sou uma vergonha... Após 3 anos a puxar pelo pessoal para cantar uma moda bem cantada e ter enchido a minha avó de nostalgia ao cantar no primeiro natal que passámos sem ele, agora é que me deu para chorar... Sou uma vergonha... Eu no fundo só quero cantar como a rola... Mas como a rola ninguém canta nê? 

Amanhã vou tentar ganhar coragem para ir limpar lhes a campa. 

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publicado às 01:18

Voltarei

por Maki, em 06.06.18

Os meus exames acabam daqui a um mês e tenho um sem-fim de projectos que quero realizar no verão, o que implica que voltarei a ter vida e consequentemente desgraças e momentos constrangedores que contar, yeeeey! (Apesar de ter quase a certeza que já ninguém se lembra de mim...)

Ontem tive um cheirinho do que era ter vida social porque uma amiga fez anos, acabámos a noite num bar, o que para mim é sempre algo super fun-fun-fun, por isso 10 minutos após chegarmos fui ver o horário dos autocarros para ir para casa, ou ia para a paragem em 5 minutos ou tinha que esperar 1h pelo próximo autocarro, por isso fiz-me ao caminho, sozinha. Muita gente chamaria-me irresponsável "ai moça! que horror andar 15 minutos a pé às tantas da noite. Queres que te aconteça alguma coisa só pode!", mas não... Honestamente acho menos provável ser assaltada de noite do que de dia, o policiamento é bem mais frequente e uma pessoa acaba por andar mais alerta, e, no meu caso, também com mais ar de quem vai esfaquear alguém do de quem vai ser esfaqueada. A prova disso é que um jovem andava a pedir tostões para "pagar o autocarro" e quando me perguntou manteve uma distancia de segurança de aproximadamente 1 metro e meio. 

Como não podia deixar de ser, depois de entrar no autocarro (esse meio de transporte magnifico cujos condutores após a uma da manhã consideram que são o Vin Diesel no Velocidade Furiosa) e encontrar um lugar um sitio onde sentar a bunda oiço um "alguém tem um lenço?", olho para trás e vejo sangue, bastante sangue..."Alguém levou uma xinada?", "Tu deste uma xinada?", "Alguém teve uma hemorragia nasal?", Nope, um gajo caiu ao saltar um murinho para chegar ao autocarro e uma feridinha pequenina estava a sangrar como uma feridona, lá lhe dei uns lenços, outro senhor deu-se uns pensos e desinfectante e uma moça fez-lhe o curativo. Honestamente, o gajo caiu para apanhar o autocarro certo que eu nunca tinha visto gente tão preparada e disposta a ajudar como naquele fatídico autocarro às 3 da matina.

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publicado às 00:10


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