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Salv@ pelos headphones

por Maki, em 14.12.17

Estava eu feita sardinha enlatada no metro (aquele lugar magnífico que fomenta o meu desprezo por seres humanos) quando uma jovem que estava sentada ao meu lado se levantou para sair, ora, como lhe estava a tapar a passagem troquei com ela e sentei-me enquanto continuava a ver o meu episódio com os headphones no máximo. Heis que, recebo uma mensagem, ponho o episódio em pausa e ouço uma pessoa a berrar atrás de mim. Olho para o lado e vejo uma rapariga com cara de pânico a se levantar e a pedir desculpa. Oi? O homem continua a berrar mas desta vez eu entendi o que disse... Ele estava extremamente ofendido porque a moça se sentou quando havia uma criança de para ai 10 anos escondida no meio das pessoas - que pelo que entendi nem era filho dele - e ela não lhe tinha dado o lugar.

Foi horrível, a rapariga estava em pânico, a criança estava constrangida com a situação e eu fiquei com um nó na garganta... O homem fez é humilhação publica e isso nunca devia ser aceitável. Mas eu e todas as pessoas daquela carruagem aceitaram, sendo que uma senhora ainda concordou com ele. Se há coisa com que não lido bem é humilhação publica, ironicamente, se eu tivesse assistido à festa desde o inicio ou ele tivesse implicado comigo tinha dançado o tango com ele (não de forma a que toda a que toda a carruagem ouvisse, sou uma besta mas prefiro falar a grunhir). Ai... Pessoas como aquele homem dão-me comichão e trazem o meu lado mais sombrio ao de cima. (Provavelmente a comichão que o homem me fez foi maior do que a que ele sentiu ao ver a moça a se sentar).

Por favor... Nós ainda somos um pouco civilizados... Aposto que se o pai da criança ou a mesma pedisse a alguém para os deixar sentar ninguém ia dizer que não. Mas se não pedem ninguém adivinha... Ninguém faz uma vistoria à carruagem antes de se sentar para ver se há crianças, grávidas, idosos ou pessoas com as pernas cansadas, muito menos quando as carruagens estão cheias... 

Acabei de ver o episódio toda aziada com a situação... Mas pronto... Pelo menos não levei um murro na tromba.

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publicado às 21:24

Conhecer pessoas

por Maki, em 10.12.17

Modestia à parte, sou óptima a conhecer pessoas... Bem... Maior parte delas... Geralmente conheço as pessoas e pouco depois já estou a dizer caca o que geralmente as faz sentir à vontade, pelo que não temos que passar pela fase do "bem.... Então és de onde?... Ah, daqui.... O que é que fazes nos tempos livres? ah... Não fazes nada.... Então e que séries é que vês?... Hmm, não conheço... Que género de musica ouves? Eish que nojo..." e acabamos por nos conhecermos ao longo do tempo sem necessidade de fazer as perguntas directamente, o que a meu ver é bem mais bacano. O problema é que existem pessoas que teimam em seguir pela via das perguntas directas, que levam a respostas directas seguidas de outra pergunta directa e eu não tenho jeitinho nenhum para a coisa... Eu sou o género de pessoa que divaga imenso se me perguntam uma coisa eu vou responder e tentar criar uma conversa com base nisso, não entro no jogo do ping pong de perguntas e isso chateia imenso o nicho da população que gosta daquela porra... 

Na penúltima vez que conheci uma pessoa foi brutal, 5 minutos depois de começarmos a falar fizemos uma dicotomia casa de banho masculina e feminina, mas na ultima vez que conheci uma criatura foi horrível... Quando estávamos em grupo foi na boa, mas quando nos separamos do resto do grupo no metro foi tão constrangedor... O bastardo fazia perguntas, eu respondia... A meio da minha resposta o bacano adormecia até que eu - contrariada - lá lhe fazia uma pergunta de resposta rápida. À que ele respondia e adicionava outra. E andamos naquilo até que a porcaria da viagem acabou... Foi tão triste...

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publicado às 22:11

Ah o Natal...

por Maki, em 09.12.17

Ia fazer um post pomposo e demasiado pessoal sobre a evolução do Natal ao longo da minha vidinha, mas aquilo estava a ter um efeito tão feliz em mim como o poema "Aniversário" do Nandinho por isso tive que parar ainda antes de chegar aos 15 anos.

O Natal é uma porcaria.

Há pessoas que o aproveitam? Sim, há. Há pessoas que são felizes no Natal? Felizmente sim! Mas nem toda a gente e como não podia deixar de ser eu sou uma infeliz com a vida que não acha piada ao Natal.

O Natal faz-me relembrar que grande parte das pessoas mais importantes da minha vida não estão cá e que uma partiu poucas semanas antes dessa data.

Os encontrões que levo em centros comerciais sem um "desculpe" fazem-me odiar a sociedade. 

As birras das crianças fazem-me ter a certeza que vou ficar para tia. 

O meu trabalho de voluntária faz-me aperceber que existe um numero colossal de idosos que vão passar a consoada sentido-se especialmente sós.

As mensagens de boas festas que vou receber de pessoas que não se lembram de mim (ou que inclusive fingem não me ver) ao longo do ano fazem-me sentir agoniada.

A melhor coisa do Natal é estar com o que me resta da família a comer que nem uma porca, mas nem isso é 100% positivo porque nos dias a seguir estou sempre maldisposta por não me controlar na ceia...

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publicado às 19:05

A desilusão

por Maki, em 04.12.17

Eu estava feliz, radiante até porque achava que ia passar a passagem de ano a ouvir Os Azeitonas e Blind Zero que são duas bandas óptimas. Ontem fiquei triste. Muito triste, porque eles foram no ano passado... Afinal vou ouvir Aurea e Amor Electro, que também são bons, maaaaaaas não são Os Azeitonas nem Blind Zero... Já não posso berrar o Cinegirasol, o Ray-dee-oh ou o às orelhas delas... Terei que me ficar pelo Scratch my Back e ser inundada pela nostalgia de já não ser muito próxima da gaja que perdeu 3 dias à 7 anos atrás a decorar todas as musicas da Aurea antes de um concerto no qual ficámos sentadas no chão à frente da primeira fila de cadeiras porque ela se recusava a ficar de pé atrás de 10 filas de cadeiras. Nunca vi ninguém a curtir um concerto tão intensamente sentada como naquele dia e fomos fortemente julgadas... Mas hey... Acabámos por dar um oizinho à moça e ela ficou super feliz com o entusiasmo que demonstrámos ao longo do concerto.

No dia seguinte a minha mãe sugeriu que eu devia arranjar amigos normais.

Damn... Este concerto vai ser tão chato comparado com o outro...

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publicado às 19:54


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