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Ah! O cheirinho a tabaco!

por Maki, em 29.08.15

Não sei quanto a vocês, nas para mim não há nada como o cheirinho a tabaco, juro, não há cheiro que me deixe mais indisposta que esse. Ah! Esperem, mentira, o cheiro a tabaco misturado com café é pior, uma vez ia vomitando em plena aula graças a tal fragrância.

Honestamente não percebo muito bem de onde vem esta aversão, mas é algo maior que eu... Atenção! Isto não me impede de lidar com quem fuma, senão pobre de mim, estaria constantemente sozinha e abandonada nos bares visto que aparentemente os jovens hoje em dia só sabem meter conversa uns com os outros recorrendo a coisas relacionadas o acto de fumar... Ah as saudades que tenho do tempo em que as conversas começavam com "qual é o teu Pokémon favorito?" ou "vês Doraemon?", bons tempos...

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publicado às 20:53

Desvantagens de dormir a folga (2)

por Maki, em 29.08.15

Não conseguir dormir quando é suposto...

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publicado às 04:02

Desvantagens de dormir a folga

por Maki, em 28.08.15

Não sei quanto a vocês, mas eu passo grande parte das minhas tardes a dormir e sabe-me lindamente, no entanto existem várias desvantagens de o fazer. Uma delas é a sensação de que não estás a aproveitar o tempo, a outra é que existe a grande possibilidade de alguém te acordar e ficares meio zombie durante as próximas 3 horas...

Norma geral a minha sesta é interrompida pelo toque do meu telemóvel, como costuma ser uma chamada da minha mãe com o intuito de se certificar que continuo viva eu deixei de me dar ao trabalho de abrir os olhos para ver o remetente e apenas rebolo na cama até chegar ao telemóvel e atendo com o habitual "tô?". Bem hoje não foi a minha mãe mas sim o meu novo senhorio... O senhor ficou meio atónito quando eu confirmei que tinha acabado de acordar, depois pediu imensas vezes desculpa e confirmou a data em que me ia mudar, acho que para além disso ficou a se questionar sobre os meus hábitos de sono e a procurar uma boa desculpa para arranjar uma nova inquilina.

Entretanto vou aproveitar as férias para dormir todas as folgas que me apetecer.

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publicado às 22:34

Aparição do mal

por Maki, em 27.08.15

Quando acordei da folga e olhei para o relógio ia-me dando uma coisinha má, pouco faltavam para as seis e ainda que acordar o meu pai, vestir-me, comer qualquer coisinha para a minha barriga não começar a roncar como uma porca no meio da visita, ir para lá, preencher os papeis de visitante... Sinceramente pensei em desistir e ir só amanhã, mas a minha avó é demasiado boa pessoa e uma visita de médico é melhor do que nenhuma visita. Despachei-me o mais depressa que consegui e segui para o carro com o meu pai.

Quando vi a minha avó já eram perto das seis e dez (é uma vergonha eu sei), chateei-a durante um bocadinho e pouco depois mandaram-me embora, quando estava a sair vi uma ambulância parada à porta. Eu não sou uma pessoa que goste propriamente de ambulâncias, especialmente das brancas porque já me vi obrigada a correr atrás de uma e a fazer-me de forte lá dentro, mas quando olhei lá para dentro e vi o mesmo bombeiro que estava na maldita ambulância que segui... Lembrei-me de vários pormenores que preferia esquecer e fiquei com um nozinho na barriga. Com tantas cores de ambulâncias (3 são muitas cores) e bombeiros tinham logo que me aparecerem aqueles dois...

Bem, desde que não seja um mau presságio...

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publicado às 19:57

Que horror!

por Maki, em 24.08.15

Já é quase Setembro! Apercebi-me de tal quando uma rapariga me perguntou como é que íamos fazer para sair da terrinha, se íamos de comboio, autocarro, carro... Sim, ainda faltam umas três semanas e já me estão a perguntar em que autocarro vou para a capital...

Compreendo que ela esteja nervosa e tal, é o seu primeiro ano lá, não sabe o que a espera, mas ficar assim quando ainda falta tanto tempo não faz bem. Ela sabe perfeitamente que eu sou uma parva que vai deixar o que estava a fazer se ela fizer entender que se está a sentir deslocada, isso devia ser suficiente para se sentir mais calma. Quando foi a minha vez a única certeza que tinha era que ia comer muitas vezes cereais ao jantar.

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publicado às 18:35

Algo de muito estranho se passa, aparentemente sempre que alguma delas me resolve pintar acabo por ver alguém da minha turma (o que não é bom), especialmente quando isso acontece na tua terrinha. Sim, encontrei um rapazito da minha turma na minha terrinha, ele é de uma terra próxima, mas tinha esperança de não o ver durante as minhas férias... Mas não é isso que me espanta, o que realmente me deixou boquiaberta foi ver uma rapariga que conheci em Lisboa hoje na minha terrinha, como ela estava no carro fiquei a pensar "talvez não seja", mas ela meteu una fotografia no Facebook num dos pontos de referência da minha terra qualquer duvida se desvaneceu. Wow a minha terrinha é conhecida.

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publicado às 04:24

Credo! Ser feliz não é crime!

por Maki, em 18.08.15

Tenho vindo a reparar que sempre que pergunto a um vizinho como está a resposta varia entre um "ah... vai-se andando..." ou um "meh... vai-se indo..." seguido de um olhar para o vazio, ninguém diz "vai-se bem", e eu percebo porquê...

Um dia caí no erro de dizer que estava bem, uma senhora agarrou-me o braço e começou a perguntar pelo meu pai, pelos meus irmãos, pela minha avó, tocou em vários pontos sensíveis e quando eu estava a ficar com as lágrimas nos olhos foi-se embora rematando com um "és muito forte!". Nesse dia cheguei a casa e questionei a minha decência, senti-me super mal por estar bem, até que a revoltada que há em mim deu um ar da sua graça, que raio estava eu a fazer?! Não há nada de errado com ser feliz apesar de toda a porcaria que aconteça ou aconteceu na tua vidinha. Não há necessidade de nos vitimizarmos. Ser feliz é bom! Não significa que apagaste o que te aconteceu, mas apenas que consegues viver com isso, que superaste a dor. Isso não é um crime, é uma espécie de pequeno milagre que tu próprio realizaste.

Portanto se alguém vos perguntar se estão bem não tenham vergonha de o admitir, apenas apressem o passo após o fazerem pelo sim pelo não e tentem contagiar os outros com a vossa felicidade e simpatia.

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publicado às 22:34

A maldita prenda da natureza

por Maki, em 14.08.15

Estava eu deprimida da vida por ser o meu aniversário quando decidi dormir, meti-me em posição fetal quando ouço algo a se espetar contra a minha persiana. Apesar de estar com apenas os buraquinhos abertos resolvi verificar se nada me tinha entrado para o quarto e fechei o resto da persiana pelo sim pelo não. Eu sei que ontem ao ver as estrelas cadentes um dos desejos foi que "ele" aparecesse, talvez devesse ter sido mais específica, mas acho que qualquer um compreende que com "ele" não me referia a uma miniatura do bacano de Metamorfose...

Ora bem, enquanto moça desenrascada e séria assim que o bicharoco se mexeu (provavelmente para me dizer olá, pedir desculpa pela intromissão, dar os parabéns ou declarar o seu amor) corri para longe dali, peguei na minha gata, levei-a para o quarto, meti-a à frente do bicho e vi-a a virar-lhe costas e deitar-se debaixo da cama... Cobarde. Então. Muni-me de um sapato, fui buscar Pronto (não tinha nada para insectos...) e dirigi-me para o quarto, pronta para tratar do intruso. Só que ele já não estava lá... E se há coisa pior que ver um bicho essa coisa é deixar de o ver... Ainda com o espírito de guerreira activo vou dando volta ao quarto enquanto procuro o maldito, até que o encontro! E começo a chorar como uma criancinha...

Corro até ao quarto do meu pai e peço ajuda. Ele manda-me pegar na vassoura... Resignada pego no pau da esfregona, e tento acertar no bicho, o bacano começa a saltar na minha direcção, eu fujo e continuo a usar o pau como arma, milagrosamente o bicho acaba por sair do meu quarto e agora está algures na sala... Vivinho da silva...

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publicado às 02:37

O aniversário

por Maki, em 13.08.15

Odeio o dia do meu aniversário, nunca fui fã e a cada ano que passa custa-me mais. Não pela sensação de estar a envelhecer afinal, nós envelhecemos a cada dia que passa e é natural, mas por todas as memórias a este associadas.

Sabem o poema de Pessoa "Aniversário"? A primeira vez que o li foi à coisa de dois/três anos e foi a única vez que chorei com um poema. Quando o dei na maldita aula de português ia jurar que o mundo me ia cair em cima, tive que fazer um esforço tal para não começar a chorar no meio da sala que pensei que a minha cabeça fosse rebentar. E nessa altura ainda estavam todos vivos...

Até aos meus 12/13 anos passei o meu aniversário no Algarve longe do meu pai, irmão e avós, com a minha mãe, uns tios que nem me são muito próximos e a minha irmã, houve apenas um ano em que eles foram lá, nesse ano pedi para o jantar ser esparguete à bolonhesa para não dar muito trabalho e senti-me horrivelmente mal quando me lembrei que o meu pai não gostava de massa. Depois comecei a passar o meu aniversário na terrinha, finalmente passava-o com a minha família chegada, mas geralmente esse dia estava tão repleto de discussões que por várias vezes desejei não ter nascido. Depois da separação passei a almoçar com a minha mãe e a jantar com o meu pai, a ser intermediário entre as duas partes para combinar as horas na véspera e a aturar o mau humor de ambas durante esse processo.

Mas nenhum me custou como o do ano passado em que a minha avó estava hospitalizada, fingir um clima yeey enquanto toda a gente estava meio a morrer por dentro, ver o meu avô a dar o máximo para parecer feliz. Se bem que este é capaz de ser bem pior. No ano passado ainda me podia agarrar à esperança que a minha avó ia ficar melhor e que para o ano estaria cá para passar o dia comigo. Mas este ano sei que não existe a possibilidade de voltar a passar o dia com o meu avô, sei que nunca mais o vou ouvir a cantar, a resmungar, a me dar os parabéns e a me chamar bebé por um dia, sei que nunca mais o vou ver. E é isso a única coisa que a proximidade do meu aniversário me faz lembrar. E é por isso que eu preferia que ninguém me desse os parabéns. Que preferia que ninguém desse importância ao maldito dia em que nasci. Sobreviver não é assim tão difícil para celebrar por cada ano de sobrevivência.

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publicado às 16:39

Qualquer um sabe que o aluguer de quartos perto das universidades é um bom negócio, os estudantes deslocados precisam de um quarto, as residências não tem sitio para todos e há muitos que se recusam a ir para uma e o negocio é de tal forma ligado ao submundo que são poucas as pessoas que possuem coragem suficiente para perguntar se passam recibo com medo de perder o quarto. E é verdade, este ano inicialmente procurava um com recibo (afinal, 250 euros é metade de um ordenado) ao encontrar um quarto minimamente decente mandava um e-mail com as perguntas habituais, o "tem limpeza?", "quantas pessoas são?" e após obter resposta, o que por norma levava um ou dois dias fazia a derradeira pergunta: "passam recibo?" e nunca mais recebia resposta... Portanto acabei por me conformar e tentar procurar apenas uma casa decente.

O que se revelou bastante complicado, nas fotografias os quartos eram bem bonitinhos e brilhantes, com a mobília do ikea, a janelinha aberta, uma fotografia da sanita muito limpinha, da cozinha impecável e lá ia eu ver o apartamento na esperança que fosse a casa ideal. Geralmente o encanto desvanecia-se quando olhava para a fachada do prédio, verificava a morada e concluía que não havia elevador, e estava completamente abalado quando chegava ao quarto ou quinto andar onde era o apartamento mas o encanto só morria definitivamente quando olhava para o corredor e via seis ou sete quartos com a cozinha ao fundo e uma casa de banho ao canto. Eram as visitas mais rápidas que fazia, entrava olhava para o corredor, via o quarto (que realmente era bem bonitinho e brilhante) , depois visitava as zonas de discussões e desordem, a casa de banho para sete e a cozinha com um frigorífico, por vezes encontrava coisas interessantes como xixas(chichas? Não sei escrever...) e afins meio escondidas em pleno corredor, ria-me, agradecia ao senhor, por vezes apenas por curiosidade perguntava se passavam recibos observava a reacção geralmente atónita da pessoa e ia-me embora imaginando o clima pós-apocalíptico que deveria reinar naquela casa na hora de jantar enquanto descia o sem-fim de escadas.

Estava prestes a desistir e a implorar aos meus pais que me deixassem ir para uma residência, afinal, não tem sentido pagar entre 250 a 270 euros a uns mafiosos para viver numa casa com bem menos condições que uma residência... Quando encontrei um quarto num T3, foi o maior achado da minha vida! Tem elevador, poucas pessoas, imenso espaço no frigorífico e passam recibo! Sim, arranjei um sitio com recibo! Wow! Vou ter que andar um "bocadinho" para chegar à universidade mas pelo menos não vou viver no caos. Se tudo correr mal para o ano candidato-me logo em junho à residência e com sorte em agosto já não tenho problemas destes.

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publicado às 16:37

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