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A primeira tampa

por Maki, em 23.07.18

Teoricamente não é bem uma tampa porque não havia intuito romântico, o que torna a coisa mais chata... Eu compreendo perfeitamente que alguém não me queira comer, mas não me querer como "bro",  "buddy" ou amiguinha é algo extremamente ofensivo... 

Eu achava que a personalidade era a única coisa bacana sobre mim, afinal nem isso... Vou deixar de tentar fazer amigos. Que se lixe a ideia de conhecer pessoas novas, vou-me agarrar aos amigos que tenho com unhas e dentes e atormenta-los até que a morte nos separe. 

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publicado às 11:47

Acabei o livro

por Maki, em 13.07.18

Acabei o livro que julgava estar amaldiçoado, lá dentro estava uma factura de 2014 e um cartão que caducou em 2015, duas das datas em que o tentei ler. 

Acabei o livro e continua a haver apenas uma Lua no céu, ninguém apareceu na minha vida por um golpe de magia e tudo está igualzinho. Honestamente li os últimos capítulos devagarinho, de tempos em tempos crescia em mim uma pequena esperança, olhava para o telemovel e... nada. Tentei prolongar ao máximo a leitura, absorvia cada palavra, cada frase, por vezes relia até que me apercebi que era ridícula, ironicamente uma das personagens principais assim como eu achava que o jovem pela qual estava apaixonada estava destinado a voltar a entrar na sua vida por obra do acaso... Ela é idiota, e eu também. A sorte é que ela vive em 1Q84 e eventualmente o homem dela há-de encontrar-se com ela num dos livros da trilogia... Eu vivo em 2018 e estou destinada a morrer sozinha.

Lado positivo? Estou a reabituar-me à ideia de estar sozinha é bacano. Pelo menos assim não tenho pessoas a perguntar "Como assim vais dar uma volta com um amigo?", ou "De certeza que ele é gay e não bi?", ou ainda "Queres mesmo que eu acredite que saiste em dois dias diferentes com 2 tipos diferentes e que ambos são gays?! Achas que sou parvo?"

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publicado às 01:53

Epopeia na piscina

por Maki, em 12.07.18

Se há coisa que eu sou é míope, se alguém está a mais de 50 cm de mim não consigo reconhecer as feições, o que é extremamente chato no Verão quando uma pessoa tem que ir à piscina ou à praia, sendo que na praia é 1000x pior, recuso-me a ir à água sozinha porque sei que nunca na minha vidinha com as minhas dioptrias seria capaz de encontrar o caminho de volta. 

Ora, ontem fui à piscina com um amigo, estava um frio do catano então fui sozinha à água. Decorei a árvore em que deixei as coisas e o outro e tudo correu lindamente, heis que tive que ir à casa-de-banho e ele queria ir à água, combinámos que eu iria fazer a mijinha, e depois ia ter com ele à água, frisei várias vezes que era naquelas escadinhas em especifico porque eu não vejo sem óculos. Repeti pelo menos 3 vezes. Fui mijar, quando voltei ele não estava lá... Olhei para a zona perto das escadinhas, traumatizei uns putinhos porque queria sondar se ele estava lá no meio ou não. Não estava, olhei para o outro lado da piscina, estava vazio. Fui à toalha: nada. Voltei para a piscina, tentando focar todas as pessoas que estão na borda, nada. Heis que ouço um grito, olho e lá estava o idiota, escondido entre pessoas e super longe do sitio onde combinámos, ainda levei com um "porque é que demoraste tanto?" Porque é que demorei tanto?! Oh... Ia-o comendo! Depois ainda me disse que os nadadores salvadores eram óptimos para limpar as vistas seguido de um "olha! mas olha!", eu bem que olhei mas só vi uma mancha amarela...

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publicado às 13:51

É desta

por Maki, em 10.07.18

Há um livro que estou a tentar ler à 5 anos. 5 anos! O livro é do meu autor favorito, o tema é óptimo, mas nunca o consegui acabar de ler. Geralmente algo estranho acontece quando vou a meio desconcentro-me e pronto... Na primeira vez que isso aconteceu pensei que fosse um acaso, mas à terceira conclui que o livro estava amaldiçoado e deixei-o de parte. 

Decidi que o vou acabar este ano. Primeiro porque acho que estou apaixonada e quero deixar de estar, por isso se algo me desconcentrasse era óptimo, segundo porque há uma parte estúpida dentro de mim que tem esperança que a maldição do livro faça com que o jovem apareça (o que é extremamente idiota, eu sei), logo se ele não aparecer vou ficar desiludida e com sorte esta porra passa. 

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publicado às 16:51

Então maltinha? Foco.

por Maki, em 10.07.18

Toda a gente sabe que há mais de duas semanas que 13 pessoas estão fechadas numa gruta na Tailândia, que existem equipas que estão a trabalhar arduamente para os tirar de lá e que 8 já estão cá fora. 

No entanto, acho que nos estamos a focar no "herói" errado... Vi pessoas a elogiar a sanidade dos miúdos e do treinador? Sim. Vi pessoas a elogiar os mergulhadores? Sim. Vi pessoas a elogiar as famílias? Sim. Vi pessoas a elogiar toda a equipa logística por trás? Sim. 

Mas nada se compara aos elogios que o "Batman"/"Ironman" (dependendo se a pessoa prefere DC ou Marvel) está a ter. Foi simpático o gajo disponibilizar os seus engenheiros para arranjar uma solução? Foi. É genial terem chegado ao protótipo tão cedo? Sem dúvida, os gajos são óptimos no que fazem. Mas vá lá... Sejamos realistas... Assim como qualquer trabalho feito em cima do joelho há lacunas. E como em maior parte dos trabalhos de engenharia, falta o conhecimento das restrições que só é adquirido ao estar em contacto com as pessoas para quem se está a fazer o produto e as restrições do meio. 

Isto não passa de uma campanha publicitária... Se o homem realmente tivesse disponibilizado os meios apenas para ajudar, a partir do momento em que os resgates se iniciaram tinha guardado as trouxas e dito "bom trabalho pessoal!" não tinha impingido o protótipo e aparecido com aquilo na Tailândia... Eu nunca na minha vida arriscaria a vida de alguém para testar pela primeira vez em condições reais o protótipo só para encher o ego de um multimilionário... 

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publicado às 08:37

Hoje fui social

por Maki, em 28.06.18

Hoje conheci um jovem, para verem a minha aptidão para a socialização passo a citar a primeira frase que lhe dirigi: "são uma merda!" com isto assumi que tivesse traumatizado a criatura e que não voltasse a haver diálogo, mas houve. Pouco depois estávamos a saltar entre assuntos estupidamente sérios e assuntos ridículos, a falar de pão e de ambições, do que devia mudar no mundo, na sociedade hipócrita em que vivemos e assim se passou uma hora... 

Sei o nome dele? Não. Vou voltar a vê-lo? Provavelmente não. Fiquei com vontade de conhecer mais pessoas aleatórias? Sim. 

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publicado às 13:05

Oferta de trabalho X (m/f)

por Maki, em 16.06.18

Andei a fazer alguma pesquisa para ter uma noção de como estão as ofertas de trabalho na minha área em Portugal, e se há coisa que me faz comichão é o (M/F) depois de alguns títulos, porque cria um vazio legal em relação ofertas que não tem esse indicador: Querem só homens, ou só mulheres? Não sei... Não está explicito. Estamos no século XXI, eu preciso saber se uma empresa procura engenheiros, engenheiras ou ambos, não faz sentido que me deixem na duvida. Se enviar o currículo para alguma dessas empresas ambíguas corro o risco de receber um "Oh menina... Não viu que não tínhamos o (M/F) no titulo? Nós só queremos homens!" ou um "Ai finalmente uma fêmea, nem imagina a quantidade de currículos masculinos que temos recebidos...". Porque realmente os seres humanos são binários e há uma grande diferença entre os engenheiros machos e os engenheiros fêmea visto que temos aulas diferentes em salas diferentes, com abordagens diferentes.

Isto é o meu lado inovador a falar, mas já alguém pensou em expor logo no titulo se procuram trabalhadores de alguma minoria para preencherem alguma quota?

Exemplo: "Trabalho X (M/F)(Adestrador de Periquito)"

Ser a empresa tecnológica com maior percentagem de adestradores de periquitos do mundo punha-vos logo em voga e toda a gente iria querer trabalhar lá.

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publicado às 23:08

Aquele trigger

por Maki, em 11.06.18

Este fim de semana fez um mês que a minha avó faleceu. Tenho andando a evitar ao máximo pensar nisso, estou constantemente a jogar, ver séries, filmes ou até mesmo os programas da tarde para evitar pensar nisso. Não consigo estudar e não quero, qualquer tempo a sós com os meus pensamentos é perigoso. Heis que hoje ao ir para o quarto resolvi cantar uma música que tinha na cabeça. Um verso, disse um verso de voz clara e os outros com uma voz tremida entre soluços. Era uma música que o meu avô costumava cantar, depois lembrei-me de outra, e de outra e passei para aí 30 minutos a tentar cantar uma com uma voz clara para tentar fazer jus à voz do meu avô, mas falhei, completamente, sou uma vergonha... Após 3 anos a puxar pelo pessoal para cantar uma moda bem cantada e ter enchido a minha avó de nostalgia ao cantar no primeiro natal que passámos sem ele, agora é que me deu para chorar... Sou uma vergonha... Eu no fundo só quero cantar como a rola... Mas como a rola ninguém canta nê? 

Amanhã vou tentar ganhar coragem para ir limpar lhes a campa. 

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publicado às 01:18

Voltarei

por Maki, em 06.06.18

Os meus exames acabam daqui a um mês e tenho um sem-fim de projectos que quero realizar no verão, o que implica que voltarei a ter vida e consequentemente desgraças e momentos constrangedores que contar, yeeeey! (Apesar de ter quase a certeza que já ninguém se lembra de mim...)

Ontem tive um cheirinho do que era ter vida social porque uma amiga fez anos, acabámos a noite num bar, o que para mim é sempre algo super fun-fun-fun, por isso 10 minutos após chegarmos fui ver o horário dos autocarros para ir para casa, ou ia para a paragem em 5 minutos ou tinha que esperar 1h pelo próximo autocarro, por isso fiz-me ao caminho, sozinha. Muita gente chamaria-me irresponsável "ai moça! que horror andar 15 minutos a pé às tantas da noite. Queres que te aconteça alguma coisa só pode!", mas não... Honestamente acho menos provável ser assaltada de noite do que de dia, o policiamento é bem mais frequente e uma pessoa acaba por andar mais alerta, e, no meu caso, também com mais ar de quem vai esfaquear alguém do de quem vai ser esfaqueada. A prova disso é que um jovem andava a pedir tostões para "pagar o autocarro" e quando me perguntou manteve uma distancia de segurança de aproximadamente 1 metro e meio. 

Como não podia deixar de ser, depois de entrar no autocarro (esse meio de transporte magnifico cujos condutores após a uma da manhã consideram que são o Vin Diesel no Velocidade Furiosa) e encontrar um lugar um sitio onde sentar a bunda oiço um "alguém tem um lenço?", olho para trás e vejo sangue, bastante sangue..."Alguém levou uma xinada?", "Tu deste uma xinada?", "Alguém teve uma hemorragia nasal?", Nope, um gajo caiu ao saltar um murinho para chegar ao autocarro e uma feridinha pequenina estava a sangrar como uma feridona, lá lhe dei uns lenços, outro senhor deu-se uns pensos e desinfectante e uma moça fez-lhe o curativo. Honestamente, o gajo caiu para apanhar o autocarro certo que eu nunca tinha visto gente tão preparada e disposta a ajudar como naquele fatídico autocarro às 3 da matina.

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publicado às 00:10

Sempre tive jeito para falar com as pessoas como se não tivessem passado meses/anos desde a última vez que nos tivéssemos visto, mas não fazia ideia que a dominava... Mas domino, domino de tal forma que hoje encontrei uma rapariga com quem não falava desde o pré primário no autocarro e tivemos uma conversa relativamente longa como se nos déssemos no dia a dia. Estou super orgulhosa de mim mesma. 

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publicado às 18:28


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